O zagueiro Nem quer repetir contra o Vasco, domingo, no Maracanã, pelas semifinais do Torneio Rio-São Paulo, o futebol eficiente que apresentou na goleada do São Paulo sobre o CSA por 4 a 0, quinta-feira, em Maceió, pela Copa do Brasil. Com resultado, o tricolor assegurou presença na segunda fase da competição sem a necessidade do jogo de volta.
O jogador ficou empolgado com os elogios que recebeu pela atuação na partida. Desprezado no clube pelos técnicos que antecederam Paulo César Carpegiani, o zagueiro fez um contrato de risco com o tricolor, sem condição de apresentar uma proposta. Em três meses, o zagueiro deveria provar que merecia um lugar no time do Morumbi.
O zagueiro admite que está passando pelo teste. Está no time desde o início do ano. Ganhou a confiança do treinador, que pretende efetivá-lo como titular da zaga, deixando Márcio Santos no banco de reservas. A diretoria começa a estudar a possibilidade de renovar o contrato de Nem e dar ao jogador uma compensação financeira. ‘‘Graças a Deus estou vencendo a luta.’’
O técnico são-paulino pretende manter contra o Vasco, amanhã, no Maracanã, pelo Rio-São Paulo, o esquema que adotou durante boa parte do jogo em Maceió, com três atacantes (Émerson, Dodô e Warley).
Santos - Ainda inconformado com a inversão de jogos na semifinal - o Santos terá de disputar a partida decisiva contra o Botafogo no Maracanã -, o técnico Leão estudava ontem alterações para aumentar o poder ofensivo de sua equipe. No coletivo, realizou duas experiências: armou o time com três atacantes (Camanducaia, Viola e Alessandro), tirando o meia Eduardo Marques. Na defesa, escalou o novato Waldir na quarta-zaga, no lugar de Claudiomiro, que se contundiu durante o treino. Essa formação, porém, não é definitiva, já que haverá outro treinamento hoje cedo para definir o time para jogo de amanhã, às 18h30, no Pacaembu.
Leão ainda estava muito revoltado com a decisão de tirar os pontos do Vasco da Gama por não ter comparecido ao jogo com o Flamengo. ‘‘O Vasco não foi punido, ganhou um presente’’. E prosseguiu: ‘‘O que eles fizeram foi intencional e sabiam do que poderia ocorrer em termos práticos e não foram prejudicados em nada’’, disse.

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