Imagem ilustrativa da imagem Nem imaginava ir ao Rio, diz goleiro
| Foto: Evaristo Sa/AFP
"A primeira missão é defender, mas o goleiro hoje é bem participativo", comentou Weverton



Brasília - Weverton chegou em cima da hora, mas pronto. Ele admitiu que nem imaginava que poderia disputar a Olimpíada pela seleção brasileira, mas, uma vez que a oportunidade apareceu, afirmou estar preparado para enfrentá-la. Fã de Marcos e Dida e que também teve Rogério Ceni como espelho, o goleiro do Atlético Paranaense, que nas peladas que participava no Acre quando criança jogava de atacante e garante que fazia muitos gols, não vê problema em se incorporar ao grupo em cima da hora.
"Vamos procurar nos adaptar rapidamente. O estilo de jogo do Micale (Rogério, técnico da seleção), é parecido com o que faço no Atlético com o Paulo Autuori, um jogo moderno, em que o goleiro participa do jogo, das ações", disse em entrevista na manhã de ontem, logo depois de se apresentar em Brasília. "A primeira missão é defender, mas o goleiro hoje é bem participativo, é bem natural para mim."
Substituto de Fernando Prass, cortado por contusão, ele lamentou o infortúnio do palmeirense, mas definiu como "fatalidade" e disse que cada jogador tem de procurar fazer sua história. "Todo mundo é importante para solucionar o problema que a gente tem, que é ganhar essa medalha."
Weverton foi sincero ao admitir que não esperava jogar a Olimpíada porque havia uma lista de 35 jogadores pré-convocados e ele não fazia parte dela - a CBF conseguiu permissão da Fifa para inscrevê-lo. "Eu nem imaginava poder estar aqui. Mas estou feliz e espero fazer o melhor para ajudar."
O goleiro do Atlético-PR recebeu a notícia de sua convocação quando o avião que trazia a delegação atleticana de Recife aterrissou em Curitiba. "O telefone tocou e eu queria que o pessoal saísse logo do avião para poder respirar." Imediatamente ele mandou mensagem avisando da convocação à família, que naquele momento estava na igreja. "As coisas acontecem no momento certo que tem de acontecer."
Apesar de se juntar à seleção a quatro dias da estreia, Weverton garante estar preparado para jogar contra a África do Sul na quinta-feira, se o treinador optar por ele. "O Brasileiro está sendo jogado, eu participei das 17 rodadas, estou mais em fase de recuperação do que de trabalho forte. Me sinto preparado. Se o Micale optar por me usar, estarei à disposição, com certeza."
Mas, quando foi questionado sobre se a convocação era o primeiro passo para seleção principal, uma vez que Tite admira seu futebol, ele voltou a falar sério. "Fico muito feliz, é um grande treinador. O que tiver de vir, virá com naturalidade, tranquilidade, meu pensamento é fazer uma boa Olimpíada e conseguir a medalha."

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