Bagdá - O futebol, o esporte mais popular no Iraque, também não está a salvo da onda de atentados que castiga o país, o que fez o Ministério iraquiano dos Esportes apresentar um plano destinado a aumentar a segurança nos campos em Bagdá e em seus arredores para que se possa jogar em paz.
A construção de cerca de 150 campos protegidos está prevista na região de Bagdá, para responder às reivindicações dos clubes locais, que já não encontram lugar para treinar e disputar das partidas. ''Trata-se de um esforço destinado a garantir a segurança nos campos de futebol'', declarou o Ministério, em um comunicado, depois que um atentado suicida matou dez policiais e espectadores perto de um campo de futebol, no norte do país.
Em outro ataque na semana passada, dez pessoas morreram e 15 ficaram feridas, adolescentes em sua maioria, quando duas bombas caseiras explodiram nas tribunas de um estádio, no meio de uma partida que estava sendo disputada no bairro xiita de Amil, em Bagdá. ''O simples fato de jogar uma partida em um campo público se tornou perigoso'', explicou Said Majid Shamun, que dirige o time de futebol do bairro de Salhiya, no centro da capital.
Durante muito tempo, o futebol ficou à margem da violência que reina no país desde a invasão americana em março de 2003, mas agora os esportistas já são um alvo direto.

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