Nem Felipão leva a sério jogo contra Panamá
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quarta-feira, 08 de agosto de 2001
Rodrigo Sais<BR>De Curitiba 
Quase 40 anos depois do único confronto entre Brasil e Panamá, no Panamericano do Chile de 1952, as duas equipes voltam a se enfrentar hoje, às 15h15, no Estádio Joaquim Américo, em Curitiba, em situação bem diferente. Na época, a seleção conquistou seu primeiro título no exterior e iniciou uma série de vitórias que culminou no tri-campeonato, em 1970.
Hoje, a seleção do técnico Luiz Felipe Scolari entra em campo tentando tirar de si a responsabilidade da vitória e preocupada com uma possível não classificação para a Copa do Mundo de 2002 na Coréia e no Japão. O jogo com o Panamá é apenas um treino, e vencer ou perder será indiferente para mim. O importante é estar com o time pronto para enfrentar o Paraguai pelas Eliminatórias, que é um jogo que pode definir a nossa classificação para a Copa, afirma Scolari.
O principal objetivo do treinador com o amistoso era analisar um posicionamento 3-5-2, com jogadores de meio-campo rápidos e criativos, servindo Élber no ataque. A intenção do treinador foi frustrada quando quatro clubes europeus recusaram-se a ceder jogadores considerados titulares para o amistoso. O meia atacante Rivaldo, do Barcelona, e o lateral esquerdo Júnior, do Parma, devem chegar a Curitiba hoje, e só estarão disponíveis para a partida contra o Paraguai, no dia 15 de agosto, em Porto Alegre. Lúcio e Élber apresentam-se no CT do Caju somente no domingo.
Outro desfalque no elenco titular de Scolari é o lateral direito Beletti, que sofreu uma torção no joelho durante o treino realizado ontem pela manhã. A contusão acabou dando mais uma chance para Alessandro, lateral do Atlético, que foi utilizado durante a primeira etapa do coletivo de ontem. Alessandro, que foi convocado após Cafu ter sido cortado devido a uma cirurgia no nariz, quer aproveitar a nova chance. Sei que não tive boas atuações nas minhas outras convocações, mas a expectativa é que eu possa mostrar meu melhor futebol para a torcida paranaense, afirma.
Além de Alessandro, outro paranaense quer mostrar serviço para o público curitibano. O meia Alex, que foi contratado ontem pelo Cruzeiro após ter conseguido o direito sobre seu passe na Justiça, espera afastar a fama de soneca que ganhou após a Copa América. A torcida de Curitiba pode esperar o máximo de empenho dos jogadores, independente do adversário. Em 99, fizemos um amistoso aqui e depois fomos campeões da Copa América, e tomara que a gente possa retomar o caminho de sucesso no Paraná novamente, declara o meia.


