São Paulo - O Mundial feminino começa hoje nos Estados Unidos destacando quase 60 recém-desempregadas. A crise financeira que assola o futebol masculino em todo o planeta não poupou as mulheres. Cinco dias antes do início do Mundial, a liga norte-americana profissional (Wusa) anunciou seu fim.
Praticamente metade das seleções que atuarão no torneio da Fifa possuem jogadoras que trabalhavam na Wusa, principal liga feminina do mundo. Entre as desempregadas, estão as brasileiras Daniela (San Diego Spirit) e Kátia Cilene (San Jose Cyberrays).
O sonho de toda jogadora profissional era a Wusa, que empregava 375 pessoas. Algumas das principais jogadoras do mundo, que inclusive ajudaram a fundar a liga há quatro anos, chegaram a reduzir seus salários, mas não salvaram o eldorado da modalidade.
A média de público nos estádios caiu de 8 mil para 6,7 mil na temporada passada da Wusa. Basicamente, duas multinacionais sustentavam a liga, que esperava oito patrocinadores injetando US$ 2,5 milhões por ano para sobreviver.
Assim, o Mundial feminino, que terá quatro jogos hoje, começa na contramão da edição realizada há quatro anos, também nos EUA. Em 99, em meio ao sucesso do torneio, germinou a liga. Agora, vê-se um anticlímax.
Brasil Depois do ''furacão Milene'', foi a vez de o furacão Isabel afetar a seleção brasileira feminina. A convocação de Milene Domingues, mulher do atacante Ronaldo, criou um clima bastante ruim na equipe, que agora está presa em um hotel em Washington devido ao furacão que chegou à Costa Leste dos EUA com tempestades e ventos de 160 km/h.
Por precaução, a delegação brasileira não pode sair do hotel por 48 horas. O técnico da seleção, Paulo Gonçalves, está realizando os últimos trabalhos com o time antes da estréia contra a Coréia do Sul, amanhã, longe dos campos.
A delegação chegou aos EUA na quarta-feira, quando o furacão Isabel já roubava o noticiário. Várias outras equipes também estão sendo afetadas.
Amanhã, a capital americana recebe, além do jogo do Brasil, a partida entre as anfitriãs e a Suécia as suecas também tiveram que ficar reclusas em seu hotel. Noruega e França, principais rivais do Brasil no Grupo B, se enfrentam hoje, na Filadélfia, na abertura da chave.

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