Nelsinho quer aprender na Fórmula 1 em 2007
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Para Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1, o ano de 2007 será de ''aprendizado''. O jovem de 21 anos assinou contrato para ser piloto de testes da Renault F1 Team. Ontem, Nelsinho comentou sua expectativa sobre o futuro na categoria mais importante do automobilismo, durante visita à fábrica da Renault em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
''Tive o meu tempo para chegar à Fórmula 1. Não tinha idéia de quando aconteceria, mas acho que foi na hora certa. Em dois anos na GP2, pude conhecer os circuitos da Fórmula 1. Vou estar ao lado de pilotos experientes, como o Giancarlo (Fisichella) e o (Ricardo) Zonta. Quero mostrar que tenho capacidade de ser um piloto de ponta'', disse Nelsinho.
Ele e o paranaense Zonta serão os pilotos de testes da Renault em 2007. Os titulares da equipe serão Fisichella e Heikki Kovalainen. Nelsinho já participou de um teste em Silverstone, na Inglaterra. ''A equipe agora vai se concentrar em adaptar o carro aos pneus do ano que vem (a Renault passará a usar pneus Bridgestone, em substituição à Michelin)'', explicou o piloto. A troca de pneus foi um dos motivos que levaram a Renault a contratar Zonta.
Nelsinho é considerado uma das promessas do automobilismo mundial. Ele se destacou em todas as categorias onde correu: Kart, F-3 Sul-Americana, F-3 inglesa e GP2, na qual competiu nas duas últimas temporadas. O talento e o parentesco ilustre rendem comparações com Bruno Senna, sobrinho de Ayrton. ''Nunca corri com ele. Ele parece gente boa. Acho uma pena que o Bruno tenha começado a carreira tarde, talvez hoje estivéssemos correndo juntos. Mas estou preparado para disputar com qualquer um'', afirmou Nelsinho.
Perguntado sobre as disputas entre seu pai e Senna, o piloto disse que a Fórmula 1 vive um momento complicado. ''A GP2 é muito parecida com a Fórmula 1 dos anos 80, quando o clima era mais competitivo e as equipes eram mais abertas. Hoje, cada uma tem o seu mundinho. Entendo que a Fórmula 1 está se tornando chata para o público, menos competitiva. Além disso, os carros estão ficando cada vez mais rápidos e as pistas continuam sendo as mesmas, o que também atrapalha'', comentou.


