Nelsinho descarta Miguel e Luiz Felipe escala Júnior Baiano
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quinta-feira, 23 de julho de 1998
Das agências 
O técnico Nelsinho Baptista, do São Paulo, não quer correr riscos: apesar da possibilidade de o meia Carlos Miguel recuperar-se de uma contratura muscular a tempo de enfrentar o Palmeiras, no clássico de domingo, no Pacaembu, o treinador prepara um time diferente, sem contar com o jogador.
O Miguel poderá ter condições físicas, mas não vou arriscar, afirmou. Ele pode jogar agora e, se machucar, ficar fora de várias outras partidas, o que não interessa.
A preocupação de Nelsinho era evidente no amistoso que o São Paulo disputou ontem de manhã com o Nacional, no Morumbi. Indiferente ao resultado (1 a 1), o técnico testou várias escalações. A preferida foi a que iniciou o jogo, com Capitão ocupando uma vaga de volante e Rogério Pinheiro dividindo a zaga com Márcio Santos.
Se, por um lado, reconduziu Capitão à sua antiga posição, Nelsinho experimentou ao dar uma chance a Pinheiro, que volta ao time depois de oito meses parado, recuperando-se de uma cirurgia nos ligamentos do joelho direito. Depois, Pinheiro foi substituído para que Nelsinho testasse outra alternativa de esquema tático.
Com Marcelinho no meio-de-campo, Capitão voltou para a defesa. A medida permitiu que o time ganhasse mais velocidade no ataque, principalmente com as jogadas de Raí, Dodô e França.
O fato de o São Paulo não vencer o Palmeiras em Campeonato Brasileiro desde 1973 não preocupa o treinador. Até incentiva: Tabus foram feitos para ser quebrados. A França, que nunca havia conquistado uma copa do mundo, é a atual campeã, diz Nelsinho.
O zagueiro Júnior Baiano vai começar jogando o clássico contra o São Paulo. No meio, o meia Arílson deve entrar mesmo no lugar de Alex, que está com uma contusão na região do abdômen. No coletivo realizado ontem à tarde na Academia, o treinador Luiz Felipe Scolari montou dois times titulares, sempre com Júnior Baiano ao lado de Cléber. Na primeira etapa, Arílson começou no meio ao lado de Zinho. Depois, o meia foi para a equipe reserva e Roque Júnior atuou como um líbero. Dentro de seu jeito de trabalhar, normalmente o time que começa jogando o coletivo é o que inicia a partida. Luiz Felipe, porém, só promete desvendar o mistério no dia do jogo.
Escalando Roque Júnior, o time mudaria ainda mais de cara, já que o zagueiro seria escalado como líbero. Uma experiência prematura, ainda mais por se tratar de um clássico, e que segundo Scolari, é preciso adaptar no futuro. Oséas, que fará dupla de ataque com Paulo Nunes, não escondeu sua preferência nessa disputa: Arílson. Com ele, o time fica mais ofensivo , afirmou o atacante.
O goleiro Velloso engrossa o coro, acreditando que Roque Júnior seria uma boa opção para o segundo tempo. Seria opção para segurar o jogo. Com o Roque, os laterais ganham liberdade, disse.


