Atual campeão paulista, o São Paulo vive uma das piores fases de sua história. Jogadores machucados e suspensos, uma frágil defesa, um meio-de-campo sem criatividade e um ataque inofensivo contribuem para agravar ainda mais a crise no Morumbi. A equipe perdeu as últimas quatro partidas, sofrendo 11 gols e marcando apenas um. O autor da façanha foi o volante Edmilson, quinta-feira, na goleada de 5 a 1 para o Cruzeiro, pela Copa Mercosul.
O atleta só pôde ser escalado pelo tecnico Nelsinho Baptista porque o Departamento Jurídico do clube conseguiu um efeito suspensivo para anular, provisoriamente, uma suspensão de 29 dias por tentativa de agressão ao árbitro Flavio de Carvalho. Improvisado como meia ofensivo, Edmilson deu alguns rápidos momentos de alegria ao torcedor, com um gol de canela.
A mudança tática revela a falta de opção no banco de reservas. Os reforços ainda não chegaram. Um dos nomes mais cogitados pelo clube é o do zagueiro Júlio Cesar, do União São João, de Araras. A diretoria do Sao Paulo, no entanto, continua sem tomar nenhuma atitude.
‘‘Temos de valorizar o bom elenco que temos’’, insiste Nelsinho, que pode perder o emprego antes de admitir a necessidade de contatações. Já se especula a vinda de Carlos Alberto Silva ou Paulo Cesar Carpegiani para o Morumbi.
Depois da derrota para o Cruzeiro, por 5 a 1, os próprios jogadores confessam que a fase e muito delicada. ‘‘São tantas derrotas que eu não consigo mais encontrar explicação para os nossos erros’’, afirmou o lateral Zé Carlos, que trocou as alegres imitações de bichos por um jeito sério e de poucas brincadeiras.
O meia Carlos Miguel, contundido, e o atacante Dodô, com deficiêncis técnica, continuam afastados e não deverão enfrentar o Santos, amanhã, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O meia Alexandre, suspenso, também não joga.

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