O atacante Marcelo Negrão que trabalha com a terceira comissão técnica diferente, desde que chegou à Seleção Brasileira, está aprovando a preparação que o técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, começa a fazer para o novo ciclo olímpico, até Atenas, em 2004. Os últimos 10 dias que passou no Rio foram suficientes para mostrar que Bernardinho e seus auxiliares são pessoas que ‘‘põem a mão na massa’’, como definiu Negrão, ontem, quando a seleção reapresentou-se, no Sportville, de Barueri (SP).
Negrão, de 28 anos, que ficou fora da Olimpíada de Sydney, no ano passado, retorna à Seleção para ficar até Atenas, disse que Bernardinho já iniciou o trabalho para a criação do ‘‘espírito de grupo e da cumplicidade’’ necessárias para o Brasil voltar ao pódio que não alcança desde 1994. ‘‘Ele sobe nos caixotes, faz os saques, participa dos treinos. Acho que a seleção voltou à época do José Roberto Guimarães (técnico campeão olímpico, em 1992)’’, afirmou Negrão, que está motivado - havia deixado o time, em 1996, por causa de uma briga com ex-técnico Radamés Lattari. Os jogadores viajam para Lisboa amanhã, para amistosos contra Portugal, Noruega e Eslovênia. A estréia na Liga Mundial será contra a Holanda.

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