São Paulo, 12 (AE) - A equipe de hipismo que vai competir nas provas de saltos dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho e agosto, terá força máxima. Os cavaleiros Neco e Rodrigo Pessoa
pai e filho, confirmaram que pretendem atender ao pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e integrar a delegação brasileira. Rodrigo Pessoa terá mais um teste a partir de amanhã
em Gotemburgo, na Suécia, quando defende o título de campeão, conquistado em 1998, na Copa do Mundo de Saltos, evento que vai reunir 44 conjuntos.
Neco Pessoa, que mora em Bruxelas, na Bélgica, disse que ele e o filho, "mesmo perdendo concursos importantes na Europa, que serão na mesma época do Pan", decidiram competir em Winnipeg. "Mas isso vai depender da confirmação do transporte", preocupa-se Neco, lembrando que será preciso o COB contratar companhias confiáveis para levar os animais até o Canadá. "Não é nenhuma ponte aérea", afirmou. "Tenho muito medo que isso seja mal organizado."
O superintendente de eventos do COB, José Roberto Perillier, garante que o transporte dos animais da Europa terá qualidade. "São animais que custam alguns milhões de dólares e, por isso, entendo a preocupação do Neco", afirmou Peri, garantindo que todo o transporte da Alemanha até Winnipeg será feito a partir de projeto do próprio Rodrigo Pessoa. "Ele me passou um planejamento e o vôo terá o mesmo esquema usado na Olimpíada de Atlanta, quando a empresa foi a KLM", contou Peri, que trabalha para montar uma complicada logística de transporte.
Segundo Peri, além dos animais de salto, os cavalos do adestramento também poderão partir da Europa. "Serão cinco - se forem só os do salto - ou dez cavalos saindo da Europa, seguindo de avião até Toronto e depois, de caminhão, para Winnipeg." O COB ainda tem de montar uma logística para transportar outros seis cavalos do Concurso Completo de Equitação (CCE), que saem do Brasil. "A Canadian não faz vôo para esse tipo de carga", comentou. "Podemos contratar um cargueiro para levar os cavalos do Brasil, juntamente com os de outras equipes da América do Sul
porque o vôo fretado é para 40 animais", disse.
No total, o COB terá de transportar 16 cavalos, o que, segundo Peri, é mais complicado do que levar os barcos da vela. "Nossa preocupação é muito grande", ressaltou Peri, dizendo que o vôo deve ser misto para que veterinários e cavalariços possam seguir com os animais.
Além do transporte em si, há a questão da quarentena. No Canadá, cavalos vindos da Europa cumprem apenas dois dias de quarentena. Se forem do Brasil, esse período aumenta para sete dias. Se o COB optasse por um vôo passando pelos Estados Unidos, seriam necessários mais sete dias de quarentena antes de seguirem para o Canadá.

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