São Paulo - A Liga Nacional de Basquete (LNB) já tem planos para tornar mais atraente a 2. edição do Novo Basquete Brasil, cujo início está marcado para 25 de outubro. O torneio terá maior período de duração e um número maior de equipes nos playoffs (passará de oito para 12). Mas a consolidação do torneio a longo prazo depende, no entanto, da continuidade das equipes e dos parceiros financeiros conquistados. Por enquanto, a equação está equilibrada - o resultado final só será conhecido em 31 de agosto, data-limite de inscrição de equipes para o próximo torneio.
O 1.º NBB começou em janeiro e terminou no início de junho, com a presença de 15 equipes. De acordo com Kouros Monadejmi, presidente da LNB, o próximo torneio não terá mais do que 19 times - o número de fundadores da Liga. ''Por enquanto, temos de trabalhar pelo estabelecimento do campeonato. Não vamos aceitar nenhuma equipe além daquelas que são fundadoras''.
Mas, se o torneio começasse hoje, um dos clubes fundadores já estaria fora. Limeira anunciou, em 1.º de julho, o fim de suas atividades após oito anos. Atual campeã paulista, a equipe do interior perdeu seu patrocinador. O retorno da equipe com a ajuda do poder municipal não é descartado. O Saldanha da Gama, do Espírito Santo, também vive situação difícil por questões financeiras, mas não há uma definição se o time capixaba vai se licenciar.
Além desses dois casos, o Flamengo é outro clube que passa por períodos de incerteza. O ala Marcelinho Machado, principal astro flamenguista, já admitiu ter propostas de equipes do exterior.
A saúde financeira das equipes é importante para o NBB porque são elas que bancam o campeonato, a começar pelo pagamento de uma taxa anual de inscrição, a franquia. Monadejmi diz que, em sua primeira edição, a LNB já comemorou um resultado aparentemente pequeno, mas significante. ''Conseguimos pagar toda a parte de quadra da competição, ou seja, a arbitragem e a estatística. Pode ser um gasto menor, mas já é um alívio para as finanças dos times''.
Isso quer dizer, contudo, que as equipes bancam não só os salários de seus jogadores, mas todo o custo de viagens e hospedagens, por exemplo. ''Esperamos poder ajudá-los mais no futuro''.
Apesar do cenário ainda nebuloso neste período de intertemporada, já há questões a serem comemoradas. Das quatro equipes fundadores da Liga ausentes do primeiro torneio, Uberlândia e Londrina confirmaram participação no 2.º NBB. Rio Claro, que fechou contrato de patrocínio com a empresa de telefonia Oi, também deve se inscrever. O Iguaçu, do Rio, está prestes a fechar uma parceria com o Vasco e, assim, também confirmar sua participação.

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