Recife, 01 (AE) - A ação de entidades ambientalistas impediu que um boi, quatro bodes e oito galos ofertados pelo Náutico ao babalorixá Pai Edu fossem sacrificados, na noite de sexta-feira, numa cerimônia dedicada a Exu.
A polícia civil suspendeu o ritual que iria ocorrer no Palácio de Iemanjá, de Pai Edu, em Olinda, acatando pedido do Fórum Permanente de Proteção Animal - apoiado por outras 33 entidades ambientalistas - que alegaram a ilegalidade do sacrifício com base no artigo 32 da lei federal 9.605 que trata de crimes ambientais. A solicitação foi enviada, via fax, de São Paulo, à Secretaria estadual de Segurança Pública.
Pai Edu não opôs resistência e cancelou a cerimônia. Ele afirmou desconhecer a lei que proíbe matar, mutilar ou fazer experiências dolorosas e cruéis em animais. "Eu sempre matei bois no meu terreiro", disse, ao exigir que a proibição tenha validade para todos os terreiros do País.
Segundo ele, o fato não vai prejudicar o Náutico, que quitou, com a entrega dos animais, uma dívida contraída em 1968, quando conquistou o título de hexacampeão estadual. "O santo já aceitou", garantiu. "E já se está vendo uma melhora no Náutico". Ele se referiu à vitória do clube sobre o Recife, por 2x0, no final de semana, o que o mantém na vice-liderança do estadual.
Pai Edu disse que vai esperar sete dias para receber uma orientação do orixá sobre o que deve fazer com os animais que, segundo ele, estão sendo muito bem tratados no seu terreiro.

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