Recife, 02 (AE) - Nesta sexta-feira, o babalorixá Pai Edu deverá decidir qual o destino do boi ofertado pelo Náutico para pagar uma dívida com Zé Pilintra. "É neste dia que espero ter orientação dos orixás", afirmou Pai Edu que afirma estar vivendo "um inferno" desde que entidades ambientalistas conseguiram suspender a cerimônia de sacrifício do animal, que deveria ter ocorrido na noite da sexta-feira passada.
Pai Edu disse estar recebendo muitos telefonemas, principalmente de São Paulo, tanto de gente que se solidariza com ele "porque todos os terreiros sacrificam animais" como de pessoas que querem convencê-lo da maldade que é usar animais para oferendas.
O boato de que o babalorixá iria matar o boi para comer foi desmentido categoricamente por Pai Edu. "O boi não é meu", disse. O bicho está no Palácio de Iemanjá, em Olinda, enquanto os quatro bodes e oito galos que também fizeram parte da oferenda, foram entregues a uma pessoa amiga do babalorixá. "Não posso ficar tomando conta de tantos bichos", explicou.
Os animais foram entregues pelo Náutico como pagamento de uma dívida contraída em 1968, quando o time conquistou o hexacampeonato. Com a quitação do débito, o Náutico espera superar a má sorte que culminou com o rebaixamento para terceira divisão, ano passado.

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