São Paulo - O bronze no Mundial de taekwondo deixou uma amarga lição para Natália Falavigna. A melhor lutadora do País se precipitou, abriu a guarda para a adversária e não teve chances de reagir ontem, em Pequim. Deixou escapar o bi ao perder na semifinal para a mexicana Maria Espinoza, a campeã (superou na final a sul-coreana Lee In-jong), que deve ser sua rival no Pan do Rio, em julho.
''Estou decepcionada comigo mesma. Tinha condições de ganhar novamente, mas deixei escapar. Acho que quis decidir logo no começo e ofereci a oportunidade dos contragolpes no primeiro round. Até então, eu vinha lutando bem. É uma lição que vou levar para o Pan do Rio'', afirmou a paranaense.
Na luta, Natália, deixou a mexicana abrir 4 a 1 já no primeiro round. Depois, ainda conseguiu reagir, mas perdeu por 5 a 4. ''Não deu mais tempo'', lamentou a brasileira de 23 anos, que logo na estréia no Mundial de Pequim bateu a inglesa Sarah Stevenson por 3 a 2, sua adversária na final da categoria até 72 kg em Madri, há dois anos. ''Ela tem um bom volume de luta, mas não a deixei encaixar os golpes'', disse Natália, que depois bateu a turca Burcu Sallakoglu, por 7 a 3, e Heidy Juarez, da Guatemala, por 5 a 2. Natália dividiu o terceiro lugar com a chinesa Luo Wei, campeã de 2003 - no taekwondo, não há disputa pelo bronze.
A paranaense teve alguns problemas em sua preparação para o campeonato. Ela não disputava um torneio importante desde 2006. ''Perdi para um país que tem um projeto bastante sério no taekwondo'', declarou Natália, que voltará ao Brasil na sexta e continuará a treinar em Londrina para o Pan, agora seu principal compromisso neste ano.
O México, até ontem, havia conquistado um ouro, uma prata e um bronze no Mundial. O país se credencia como um dos destaques para o Pan-Americano. Os brasileiros só possuíam uma medalha de bronze.

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