A lutadora Natália Falavigna, 23 anos, que garantiu vaga no final de semana nas Olimpíadas de Pequim-2008, desembarcou ontem à tarde em Londrina trazendo consigo a medalha de ouro conquistada domingo no Pré-Olímpico das Américas, em Cali (Colômbia) na categoria acima de 67 kg. Ela, que disputará sua segunda Olimpíada consecutiva - foi 4 colocada em Atenas-2004 -, será a única representante do taekwondo do Paraná.
Os outros dois brasileiros em Pequim serão o paulista Márcio Wenceslau (até 58 kg) e a gaúcha Débora Nunes (até 57 kg). Todos se garantiram no Pré-Olímpico de Cali, onde a grande decepção foi o campeão do Pan do Rio, Diogo Silva (até 67 kg), que caiu na primeira luta e deu adeus aos Jogos Olímpicos. Para Diogo, mais que os problemas de bastidores, o sucesso após o Pan pesou contra. ''A crise não influenciou, o que mais influenciou foi o assédio após os Jogos'', admitiu o atleta ontem de manhã, no desembarque da delegação em Guarulhos.
O técnico de Nátalia e de Diogo, o londrinense Fernando Madureira, que também esteve na Colômbia, disse que a expectativa da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd) para este Pré-Olímpico era de classificar os quatro brasileiros para Pequim. ''Ele (Diogo) estava bem preparado, apostávamos nele, e ficamos tristes. Mas ao menos conseguimos manter o mesmo número de atletas que lutaram em Atenas'', comentou. A categoria de Diogo foi a mais disputada dos brasileiros, com 26 competidores para três vagas. O peso de Wenceslau teve 22 concorrentes e o de Natália Falavigna, 12.
Ontem, após o desembarque, Natália se disse satisfeita com a temporada, apesar de este ter sido o seu primeiro título em 2008. ''Alcancei o meu objetivo maior, que era ir à Olimpíada. Como o meu sonho é um dia conquistar uma medalha olímpica, tinha que passar primeiro por essa seletiva para estar em Pequim. Eu dava essa classificação como certa e consegui atingir as expectativas'', disse ela à FOLHA.
A atleta acrescentou que já conhece quase todas as adversárias que enfrentará em Pequim. ''Sabemos quem são com base nas outras seletivas continentais. E como todas já se conhecem, precisarei apresentar algo de novo lá em Pequim para superá-las'', disse.
No Pré-Olímpico, ela obteve a vaga de forma atípica, fazendo apenas uma luta. Foi sorteada como cabeça-de-chave e ficou fora da primeira rodada. Na semifinal, venceu por 2 a 0 a venezuelana Adriana Carmona. ''E na final, a equatoriana (Lorena Benítez) estava tão feliz com a vaga que não quis me enfrentar'', revelou à FOLHA.

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