Natália trabalha duro para voltar à ativa
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Thiago Mossini <br> <br> Reportagem Local 
Da fisioterapia para a piscina. De lá para a musculação. Essa tem sido a rotina da taekwondista Natália Falavigna. São quase 12 horas diárias de trabalho, seis dias na semana. Tudo para tentar acelerar sua recuperação e se manter viva na briga por uma vaga em Londres-2012. A atleta do Fluminense passou pela segunda cirurgia no mesmo local em menos de um ano. No fim de fevereiro, ela reconstruiu os ligamentos do joelho direito.
A cirurgia feita por Natália em São Paulo, com o ortopedista Walter Cartopil, pode levar de quatro a nove meses de recuperação. Porém, o sacrifício feito por ela agora tem como foco estar apta a competir no prazo mínimo. Por isso, abriu mão de tudo para se dedicar exclusivamente à recuperação.
São seis horas de fisioterapia. Quando acabam as sessões no Centro de Treinamento do Time Rio, no Complexo Maria Lenk, no Rio de Janeiro, ela parte para o trabalho físico, que inclui musculação, natação, e um trabalho específico para abdome e região lombar. A paranaense ainda analisa rotineiramente vídeos de lutas de rivais para não perder a parte técnica. ''Estou muito feliz com a estrutura que tenho e com a tranquilidade de saber que aqui estou bem assistida'', enfatizou.
Questionada se vale a pena manter esse ritmo tão intenso de trabalho, a taekwondista não titubeia. ''Quero voltar a competir e a disputar campeonatos oficiais. Para isso, tenho que me dedicar com a maior intensidade'', afirmou, ressaltando que em seus planos está a volta em junho. ''Estou contente, feliz, me recuperando bem. Estou fazendo o que posso para me recuperar. Varia muito para cada pessoa, vai depender do meu organismo, mas tenho como meta quatro meses. Seria uma grande conquista. Mas não vou colocar em risco a minha cirurgia'', projetou.
Motivos não faltam para ela apressar a recuperação. A medalhista de bronze em Pequim-2008 não quer ficar de fora da Olimpíada de Londres-2012. Campeã mundial em 2005 na Espanha, ela já ficará de fora do Mundial deste ano, que será disputado de 1º a 6 de maio, em Gyeongju, na Coreia do Sul. Assim, ela quer estar pronta para buscar a vaga olímpica em Baku, no Azerbaijão, em junho, no Pré-Olímpico.
Falavigna ainda foca a recuperação para a disputa dos Jogos Mundiais Militares, no Rio, na segunda quinzena de julho. Além disso, tem esperança de conquistar uma vaga no Pan-Americano de Guadalajara, em outubro. Apesar de a seleção estar fechada já, a lutadora tricolor - na categoria até 67 kg - e Douglas Marcelino - até 80kg - devem ganhar nova chance, por estarem se recuperando de lesões sérias. Também em outubro, a cidade mexicana vai sediar a seletiva continental para Londres-2012.
''O Pan faz parte do meu projeto olímpico, além de dar pontos importantes para o ranking, o que me colocaria de volta às primeiras colocações'', ressaltou.
Neste duro processo de recomeço, ela ganhou o apoio da massa tricolor. ''Tem muitos tricolores que sempre perguntam sobre a minha recuperação. É legal o jeito que o carioca gosta do futebol. Ainda não competi pelo Fluminense, mas mesmo assim é legal sentir essa atração pelo clube'', contou.


