Natália se garante no Pan-Americano do México
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Depois da tempestade, a bonança. Após seis meses se recuperando de uma lesão nos ligamentos do joelho direito, a taekwondista Natália Falavigna nem precisou subir ao dojô para garantir uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que será realizado entre os dias 14 e 30 de outubro, no México. A campeã mundial na categoria até 67 kg em 2005 foi beneficiada pelo W.O. de sua adversária, Helloraine Paiva, que não compareceu para enfrentá-la na seletiva promovida pela Confederação Brasileira de Taekwondo, no último final de semana, em Fortaleza (CE).
Medalha de prata no Pan de 2007, no Rio de Janeiro, Natália Falavigna retornou aos treinos há pouco mais de 20 dias, comemorou muito a classificação e já faz planos para ganhar mais uma medalha pan-americana. ''Estou me sentindo muito bem e treinando em dois períodos todos os dias. Agora é pegar ritmo para ter condições de chegar lá e brigar por bons resultados'', disse a lutadora, que treinava em Londrina antes de ir para o Rio de Janeiro.
Mas fazer bonito no Pan do México não é a única grande meta que a melhor taekwondista brasileira terá pela frente ainda em 2011. Cerca de um mês após o Pan, Natália vai encarar suas grandes adversárias em busca de uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, na seletivas das Américas, que também será realizada no México.
''Estamos começando hoje um novo ciclo de treinos visando estas duas competições. O mais importante é que tenho total confiança no local operado e sei que posso voltar a competir em alto nível e disputar medalhas novamente'', garantiu a medalhista de bronze dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, que também não vê problemas em reestrear nos dojôs em uma competição de alto nível, como o Pan.
''Não lutei oficialmente, mas fiz algumas lutas simuladas e trabalhei muito a parte física. Além disso, observei muito as lutas das principais adversárias e fui a alguns torneios somente para assistir'', contou. A fase final da preparação para o Pan-Americano a atleta pretende fazer nos Estados Unidos, onde pode até participar de algum torneio para ganhar ritmo e observar cubanas, mexicanas, americanas e canadenses, que ela sempre elege como suas principais adversárias.


