A paranaense Natália Falavigna, 20 anos, desembarcou ontem à tarde em Londrina, vinda de Dallas, no Texas (EUA), onde disputou a sua primeira competição de alto nível desde que ganhou o Mundial Adulto na Espanha, em março de 2005, em Madri, na Espanha. Ela ficou em 2º lugar no US Open de Taekwondo na categoria até 72 kg e perdeu o título justamente para a adversária que derrotou na final do Mundial a inglesa Sarah Stevenson, 23.
Como foi a única cabeça-de-chave do torneio, na condição de campeã mundial, Natália fez uma luta a menos que as demais. Ganhou o primeiro combate de uma portorriquenha por 8 a 1, venceu na sequência uma holandesa por 9 a 7 e na final perdeu para a inglesa Sarah Stevenson por 4 a 3. Apesar de lamentar a derrota e a sua atuação na última luta, Natália disse que foi ''normal'' o resultado, uma vez que Sarah também já havia sido campeã mundial, na Coréia, em 2001. O Aberto dos Estados Unidos teve 16 atletas de oito países na categoria até 72 kg.
''Independente do resultado, foi fundamental ter participado desse torneio, pois cruzei com atletas da Europa e também com as latino-americanas que vejo muito pouco. É importante estar observando adversárias de alto nível e com características diferentes umas das outras. A escola latino-americana, por exemplo, é muito boa e foi bom ter ido lá para observar as atletas que deverei enfrentar nos Jogos Sul-Americanos este ano e no Pan do Rio, em 2007'', antecipou Natália.
Ela comentou que em Mundiais e Copas do Mundo é pouco comum a presença de cubanas, colombianas e mexicanas adversárias que ela terá pela frente nas competições no continente. ''Todas nós da América do Sul e Central competimos pouco porque os países que representamos têm poucos recursos para bancar viagens. Cuba, por exemplo, que já teve campeão olímpico em Sydney (2000), quase não participa de Mundiais'', observou.
Neste US Open a presença das latinas foi marcante devido à proximidade com os Estados Unidos. Participaram atletas da Colômbia, Guatemala, México, Venezuela, República Dominicana e Equador. Havia ainda norte-americanas, canadenses, holandesas e inglesas.
A principal lição que ela tirou do torneio foi que precisará ''estar sempre no limite'' para não correr o risco de ser superada pelas rivais. ''Pude avaliar no que preciso melhorar para continuar sendo respeitada para poder defender meu título de campeã. Sei que tenho muito mais a oferecer e que senti a falta de ritmo de luta, afinal não lutava contra meninas de fora do Brasil desde o Mundial'', argumentou. Além disso, no ano passado Natália ficou três meses sem treinar, no período de transição da equipe de Campinas para a de Londrina.
Agenda Uma boa notícia é que devido aos bons resultados que os brasileiros vêm obtendo em Olimpíadas e Mundiais, a verba federal da Lei Piva para a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd) aumentou e este ano Natália poderá participar de pelo menos mais quatro competições com passagens pagas pela entidade.
Em maio participará do Mundial Universitário, em Valencia (Espanha), e no segundo semestre tem pela frente a Copa do Mundo, em Bangkok (Tailândia), os Jogos Sul-Americanos e o Pan de Taekondo, ambos em Buenos Aires. ''Competindo com maior frequência terei melhores condições de me manter em alto nível'', agradeceu Natália, que deve retornar hoje aos treinos na Academia Madureira.

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