A paranaense Natália Falavigna, campeã mundial de taekwondo na categoria até 72 kg, retornou ontem à noite a Londrina com duas medalhas na bagagem e satisfeita por ter disputado dois torneios do Circuito Europeu foi medalha de bronze no Aberto da Holanda, em Eindhoven, e de ouro no Bélgica Open, em Herentals.
Ela esteve nas competições com outros sete atletas da seleção brasileira, que pela primeira vez tiveram a oportunidade de fazer uma temporada no exterior com despesas bancadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A equipe só não pôde ficar para o Aberto da Alemenha como fizeram as seleções de Argentina e Venezuela devido aos custos. A competição será de 18 a 20 deste mês.
No total, o COB investiu R$ 63,5 mil para que os atletas, da elite do taekwondo nacional, pudessem se aprimorar, treinando e lutando contra os melhores do mundo. A temporada durou três semanas, mas dois atletas do grupo, Diogo Silva (até 67 kg), que treina em Londrina, e o paulista Márcio Venceslau (até 58 kg) permanecerão na Europa treinando até o dia 11.
''Foi elogiável essa iniciativa do COB e da Confederação Brasileira (CBTkd) de bancar esse período de treinamentos no exterior, porque é uma oportunidade única para os atletas ganharem maturidade emocional e vivência'', afirmou o técnico de Londrina e da seleção brasileira, Fernando Madureira, que acompanhou a delegação. Para ele, essa injeção de verba ''é o primeiro passo para que o Brasil conquiste mais medalhas pan-americanas e quem sabe, olímpicas''.
No Aberto da Holanda foram três medalhas de bronze e na Bélgica cinco duas de ouro (com Natália e Diogo), duas de prata e uma de bronze. ''Gostei muito desse período de treino e competição. Tive condições de me avaliar melhor e de ver que posso arriscar mais os chutes, principalmente no rosto. Senti uma evolução muito grande desde que lutei no Aberto dos Estados Unidos, em março. Estou com mais movimentação e maior explosão muscular'', informou Natália.
Mesmo que pudesse permanecer na Europa para o Aberto da Alemanha, com o auxílio do patrocinador (Pinho Bril), a paranaense disse que preferiu retornar ao Brasil para se preparar melhor para Mundial Universitário, que acontece de 6 a 10 de maio, em Valência, na Espanha. ''Lá eu deverei voltar a encontrar a Sarah Stevenson (inglesa que a derrotou nos Estados Unidos e na Holanda) então preciso estar 100%'', adiantou. ''Preciso fazer uma nutrição e uma preparação física específica, além de fisioterapia. Isso não se consegue fazer estando no exterior'', explicou.

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