Natação sofreu diversas mudanças ao passar dos anos
Outro destaque presente ao evento de Gustavo Borges foi o ex-nadador Manoel dos Santos, 70 anos, segundo medalhista olímpico da natação brasileira, com um bronze conquistado nos Jogos de Roma, em 1960. Seu filho nadou com Gustavo Borges no Pinheiros-SP e por isso são amigos de longa data. Manoel é do tempo em que se nadava em piscinas frias e sem a tecnologia que auxilia os atletas de hoje a quebrarem recordes incríveis.
''Fui recordista mundial dos 100 m em 1961, com 53 segundos. Hoje os caras fazem em 47s. Mas isso não me assusta porque a natação evoluiu muito nesses anos. O pessoal hoje tem piscina aquecida e treina o ano inteiro, enquanto a gente tinha que parar no inverno. E eles treinam muito mais do que era recomendado para nós na época'', comparou. Ele disse que em 1960 se treinava no máximo 3.000 m por dia, enquanto hoje os nadadores fazem 3.000 m só para o aquecimento. ''Depois nadam mais 4 ou 5 km e numa intensidade bem maior do que na minha época'', afirma.
Outra diferença são os métodos de relaxamento. Quando Manoel competia, após os treinos, em piscinas geladas, os nadadores mergulhavam em barris de ofurô (água quente) para descansar. ''Hoje com os conhecimentos que se tem da medicina esportiva o pessoal faz exatamente o contrário: nadam em piscina morna e para evitar depois o cansaço muscular e microfissuras eles têm que mergulhar em piscinas com gelo para frear a ação do ácido lático. Dessa forma não sentem nenhum cansaço no dia seguinte e voltam a treinar normalmente, sempre no mesmo ritmo''. (J.K.)





