Natação (Rogério Romero)
Copa do Mundo 1999-2000
O circuito acabou na cidade de Malmo, na Suécia, em uma piscina de 7 raias (uma olímpica tem 8), dificultando um pouco a classificação para as finais. O Brasil ganhou sua última medalha com Paulo Maurício Machado, bronze nos 100m costas. O destaque da etapa foi a sueca Therese Alshammar, recordista mundial nas provas de velocidade em piscina curta; ela mostrou sua força ganhando fácil os 50 e 100m livre. Mas ela está atrás mesmo da premiação por recorde de 15 mil dólares no próximo Mundial de Piscina Curta a ser realizado em Atenas no próximo mês.
Resumo
Dez novos recordes mundiais foram estabelecidos, além de 22 do circuito. Cerca de 1.500 atletas de 74 países participaram da série de 12 etapas. As melhores foram em Sydney (provavelmente por ser a piscina da próxima olimpíada) e a nova piscina de Berlim, que viu 3 recordes serem estabelecidos.
Pontuação
Saiu também a pontuação final para cada prova. Para entrar nesta lista o nadador deve ter nadado em pelo menos duas regiões entre as 3 (Europa, Austrália, América). Para o primeiro colocado em cada uma das 17 provas (masculino e feminino), 4 mil dólares, 2 mil para o segundo e mil para o 3º. Além disso, uma bonificação de 4 mil por recorde mundial, para um total de US$ 238.500.
Os brasileiros
Gustavo Borges, competindo apenas 3 vezes, ficou em 3º nos 100 livre, 7º nos 50 livre e 8º nos 200 livre. Eu fiquei em terceiro nos 200 costas, 4º nos 100 costas e 7º nos 50 costas, competindo em 6 etapas. Edvaldo Silva aparece nos 50 livre (5º), 100 livre (4º) e 200 livre (9º). Carlos Jayme (que treina junto com Borges), ficou em 10º nos 50 livre e 6º nos 100 livre. O fundista Luiz Lima apareceu nos 400 livre (8º) e 1500 (5º); Pulo Machado nos 100 e 200 costas (6º e 9º), Fernando Alves nos 50 e 100 borboleta (10º e 6º), enquanto Fabíola Molina nos 50 e 100 costas (8ª e 7ª) e nos 100 medley (9ª).
A mais rica
Com certeza a maior vencedora foi a americana Jenny Thompson, acabando invicta nas suas 19 provas, batendo dois recordes mundiais e ficando em primeira em 4 categorias (50 e 100 livre, 50 borboleta e 100 medley) e mais um segundo (nos 100 borboleta). Somem e vejam, a bolada que ela não vai levar para casa: 26 mil doletas! Nada mal Jenny, nada mal...
Os mais ricos
Lenny Krayzelburg saiu com US$ 22 mil, Ian Thorpe com US$ 14 mil, enquanto Chad Carvin, Bela Szabados e Xufeng Xie com US$ 9 mil cada. Isto ainda é nada comparado com as premiações do atletismo por exemplo; por isso a FINA quer reduzir o número de etapas para poder atrair mais nomes famosos em cada evento, aumentando o nível da competição. A decisão será tomada no próximo mês, se vão diminuir para 10 ou não. Os planos vão até 2001, com o número caindo para 6 ou 7, durante um mês, ou no máximo 6 semanas. O objetivo é ainda aumentar as premiações e diminuir as provas em cada etapa.
Rogério Aoki Romero é nadador do Clube de Regatas Flamengo e 12 vezes medalha de ouro no Troféu Brasil de natação. Ele escreve sempre às quintas-feiras na Folha





