Natação (Rogério Romero)
A louca por travessia
A australiana Susie Maroney foi a primeira novamente: conseguiu completar os 162 km nadando da Jamaica até Cuba. Maroney disse ter se sentido feliz ao pisar na praia de Marea del Portillo, após 35 horas na água. Ela saiu de maca para recuperar-se em um hotel. Maroney começou a bater recordes aos 14 anos, quando nadou os 25 km nos EUA em 4h58m.
Fuga de Alcatraz
Já o nadador espanhol David Meca conseguiu fazer a travessia do antigo presídio na ilha de Alcatraz para a cidade de San Francisco, nadando seis quilômetros em águas geladas. O feito, segundo o espanhol, tinha um objetivo simbólico e reivindicativo. Meca, campeão mundial de longas distâncias em águas abertas, não pode defender seu título após ser afastado das competições por uso de nandrolona.
Novela que nunca acaba
Três chineses foram pegos numa competição doméstica, durante os testes de sangue. Tan Caini, uma das melhores chinesas nos 200m livre, mais dois homens, Liu Gang e o peitista Xia Shichao, foram pegos nos Jogos da Cidade. Apesar da concentração de glóbulos vermelhos estarem bem acima do limite permitido, eles foram apenas desclassificados pela Federação Chinesa, mas não banidos.
A desculpa oficial
Os técnicos disseram que estes resultados foram devido ao recente treinamento em altitude. A China introduziu o teste de sangue nas competições nacionais, principalmente na natação por causa da má fama. Pelo jeito vai ser difícil acabar com esta fama...
Recorde africano
O sul-africano Brett Petersen fez a segunda melhor marca do ano nos 50m peito ao estabelecer nova marca para seu continente nos Jogos Africanos. O primeiro a bater o antigo recorde de 29s70 foi o velocista Brendon Dedekind, com 28s66. Mas este tempo durou menos de um minuto, quando Petersen fez 28s05. Só o alemão Mark Warnecke nadou mais rápido este ano, com 27s63 no Europeu. Este recorde foi conseguido durante uma tentativa especial (mais uma...) envolvendo três sul-africanos. O recorde mundial é de 27s61.
Morre campeão olímpico
Allen Stack, medalha de ouro nas Olimpíadas de 1948, morreu aos 71 anos. Ele venceu os 100m costas em 1948, além de representar os Estados Unidos em 1952 também. Stack, que morreu no último domingo na sua casa, bateu 6 recordes mundiais e 22 americanos entre 48 e 51, quando ele nadava pela Universidade de Yale. Em 1979 ele foi incluído no Swimming Hall of Fame, pelos seus feitos.
Grandes clubes, grandes equipes
Seguindo a tendência dos clubes de futebol do Rio, Corinthians, São Paulo e Atlético Mineiro já estão na mira do presidente da Confederação Brasileira para darem apoio para os esportes aquáticos. O Corinthians, por exemplo, já pretende investir, junto com patrocinadores, algo em torno de R$ 2 milhões no projeto, que inclui ainda a formação de uma equipe de pólo aquático e outra de nado sincronizado.
Rogério Aoki Romero é nadador do Minas Tênis e 12 vezes medalha de ouro no Troféu Brasil de natação. Ele escreve sempre às quintas-feiras na Folha





