Patrocínios
Os esportes aquáticos podem ficar sem seu patrocinador oficial, os Correios. A empresa, que apóia com R$ 2,9 milhões para a Confederação, além de patrocinar sete nadadores, entre os quais os quatro medalhistas de ouro em Winnipeg, deve ser privatizada daqui um ano — daí o medo do corte do patrocínio. Desde o início da parceria, em 91, o número de medalhas em Mundiais e Olimpíadas cresceu significamente. Além dos Correios, a CBDA conta mais uma verba da Centrum. Esta ainda distribui premiações para recordes e medalhas, uma velha reivindicação de atletas e técnicos. Somente no Pan eles distribuíram R$ 132 mil em prêmios.
O que falta?
Todos estes patrocínios e apoios foram essenciais para o crescimento não somente da natação, mas também dos outros esportes aquáticos, como pólo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais. Mas ainda estamos longe de ser uma potência dentro das piscinas, e para isto falta uma maior infra-estrutura fora dela, usando a ciência a favor de resultados cada vez mais expressivos.
Fidel ajuda nadadora
O presidente cubano está ajudando a australiana Susie Maroney para mais uma jornada maluca, desta vez da Jamaica para Cuba. A fundista de 24 anos disse que Fidel ficou impressionado com o seu feito ano passado, quando nadou do México até Cuba, cobrindo 207 km em 39 horas e meia. Castro está doando uma nova gaiola contra tubarões — uma ameaça constante no que pode ser sua última empreitada: ‘‘Quem sabe eu não ache um emprego normal depois disso?’’
Ataque do coração
A estrela sueca Louise Karlsson foi socorrida da água em uma apresentação de estrelas do esporte sueco, em Malmo, após sofrer um ataque do coração. Segundo os médicos, a loira de olhos claros (quem não tem estas características na Suécia?) está em condições satisfatórias.
Mais um
No Mundial de Militares realizado em Zagreb, na antiga Iugoslávia, o italiano Lorenzo Vizmara tornou-se mais uma ameaça para os velocistas brasileiros. Ele percorreu a prova dos 50m livre em apenas 22s06, igualando o tempo do holandês Pieter Hoogenband e do russo Alexander Popov. Com isso, o ranking mundial desta prova ficou com nada menos que quatro nadadores com tempos inferiores ao ouro em Atlanta. Podem esperar uma prova e tanto...
Pijama aprovado
Sim, parece que estamos voltando no tempo, onde as vestimentas eram enormes. A Adidas lançou um modelo e o inglês Paul Palmer, da equipe patrocinada pela Speedo, começou a controvérsia. Teoricamente o material constituído de teflon e lycra reduz o atrito e comprime os músculos de tal maneira a diminuir o gasto de energia. Bom demais para ser verdade? Mas a pergunta que estão fazendo é: ‘‘Estes atletas têm alguma vantagem contra os outros?’’. E principalmente: ‘‘Será que fico bem nadando de pijama?’’
Rogério Aoki Romero é nadador do Minas Tênis e 12 vezes medalha de ouro no Troféu Brasil de natação. Ele escreve sempre às quintas-feiras na Folha

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