Após a boa supresa em seu primeiro campeonato de natação, Claudines Bartolomeu elegeu a prática como prioridade, afinal ajudava na recuperação dos seus movimentos - perdidos no acidente. ''A fisioterapia eu faço até hoje e não posso parar, senão os membros atrofiam e regrido à estaca zero'', diz, consciente.
Para Claudines, que já ganhou várias medalhas em competições nacionais e disputa regularmente o Circuito Paraolímpico da Caixa, o segredo é não parar na lamentação. ''Vejo com frequência pessoas lesionadas há mais de cinco anos e que ainda não se conformaram que estão numa cadeira de rodas. Precisam acordar e começar a fazer alguma coisa!'', recomenda.
Uma das grandes conquistas de Claudines foi ter voltado a dirigir, em 1999, quando já tinha o movimentos dos braços. Após muita economia, comprou um carro automático e fez adaptações no volante para acionar freio e acelerador. ''Me chamavam de louco, mas deu certo. Aquilo foi um marco na minha vida, pois não precisei mais pedir para os outros me levarem a algum lugar. Dependi dos outros por mais de sete anos'', recorda.
A independência lhe devolveu a auto-estima e sua recuperação virou referência para os cursos de fisioterapia das universidades locais, onde Claudines dá palestras com frequência. Para seguir competindo, Claudines tem o incentivo da Pura Mania, que o patrocina há três anos. (J.K.)

mockup