Agência Estado
De Winnipeg, Canadá
A natação fez uma excelente campanha nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, com 15 medalhas (7 de ouro, 3 de prata e 5 de bronze), além de cinco recordes pan-americanos, 14 brasileiros, 11 sul-americanos e oito índices olímpicos, incluindo a vitória, sábado à noite, no revezamento 4x100 metros, medley, que os Estados Unidos nunca haviam perdido antes em um Pan, desde 1951.
‘‘Mesmo sabendo que algo de bom iria ocorrer, esse desempenho, incluindo os sete ouros, nos surprendeu’’, afirmou o técnico Alberto Klar, do Pinheiros e da equipe brasileira, que deixou o Canadá ontem à noite. Mas e o futuro? ‘‘Acho que esses nadadores ainda podem trazer medalhas de Sydney, mas esse é um trabalho que tem de continuar’’, diz Klar.
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, afirma que o Brasil vai preparar um Dream Team da natação para Sydney - as provas com índices são os 50, 100 e os revezamentos 4x100 e 4x200 metros, no estilo livre, os 100 e 200, costas, o revezamento 4x100 m, medley e os 400 m, livre, este último com Luiz Lima, que foi prata nos 1.500.
‘‘O Pan é a nossa olimpiadazinha, a chance de mostrar que a natação do Brasil evoluiu, um termômetro para o ano que vem, mas espero que tudo isso dê retorno em termos de trazer para a natação mais patrocínio, mais investimentos de clubes e apoio do governo’’, sintetizou Gustavo. ‘‘O atleta bem pago tem seu desempenho melhorado.’’
A maioria dos nadadores que tem obtido resultados para o País ainda treinam nos Estados Unidos.

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