É difícil colocar na mesma frase a expressão "volta por cima" e Cesar Cielo. Porém, foi exatamente o que aconteceu no Mundial de piscina curta de Doha (QAT).
Após perder os 50m livre para um de seus maiores rivais, o francês Florent Manaudou, Cielo mostrou estar recuperado e não deu chances aos adversários na decisão dos 100m livre, conquistando a medalha de ouro, a primeira do Brasil no último dia de competições em Doha, ontem.
Era apenas a segunda prova do dia, mas o brasileiro nadou como se fosse a última de sua vida. Na primeira parcial, virou atrás de Manaudou (21s62 contra 21s93) e era apertado pelo compatriota João de Lucca.
Porém, nos últimos 50 metros, Cielo mostrou como se tornou campeão mundial nessa prova.
Com uma reação incrível, o nadador fechou os 100 metros com o tempo de 45s75, contra 45s81 do francês.
Era mais um ouro e, acima de tudo isso, a redenção de Cesar Cielo.
Na saída da final dos 50m, não escondeu sua decepção com o bronze.
Dessa vez, Cielo vibrou na piscina, gritou, socou a água e, já no alto do pódio, chorou ao ouvir o hino nacional, pela segunda vez nesta competição, já que também conquistou o revezamento 4x50m medley.
Era o indício de que o brasileiro não seria tão facilmente superado por Manaudou e, ainda por cima, era a prova de que o último dia do Mundial de Doha prometia muito mais.
Este foi o décimo título mundial de Cielo, tornando-se o maior medalhista de ouro individual do Brasil.
- Um dia você ganha, em outro você perde. O importante é fazer o melhor o tempo inteiro - disse, ao Globo Esporte.
com, como quem previsse o que ainda aconteceria...


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