NATAÇÃO - Histórico 2
No Mundial de Doha, nenhum país esteve tantas vezes no lugar mais alto do pódio quanto o Brasil. No último dia de competições, era a hora de provar isso.
Os brasileiros entraram na piscina para o revezamento 4x100m medley com uma escalação de respeito: Guilherme Guido, Felipe França, Marcos Macedo e Cesar Cielo.
Porém, no instante em que a prova começou, tudo parecia perdido.
Guido caiu na água e deixou o Brasil em terceiro na primeira parcial.
França manteve assim. Na vez de Macedo nadar, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França apertaram o ritmo, jogando o Brasil para quarto.
Seria o fim?Não.A Seleção ainda tinha Cesar Cielo. O dono do título mundial nos 100m livre nadaria sua especialidade, e fecharia o revezamento e o dia do país no Mundial.
Assim ele o fez. Com uma arrancada incrível, o brasileiro nadou na casa de 44s67, um tempo melhor do que o que lhe garantiu amedalha de ouro na competição individual.
Os adversários foram ficando para trás, pouco a pouco. Primeiro a Rússia, depois a França, por fim os Estados Unidos. Era Cielo em seu estado puro: o de brilhantismo.
No fim, em 3m21s14, o Brasil levou o revezamento 4x100 medley, garantindo a ponta do quadro de medalhas e finalizando o Mundial de Doha com chave de ouro. Literalmente.
Em segundo, os Estados Unidos, com 3m21s49, seguido pela equipe da França, na casa de 3m22s26.
No final das contas, o Brasil cumpriu seu dever no Mundial de Doha, com sua melhor participação na história e deixando uma boa impressão em quem assistiu à competição.
Do outro lado do mundo, mas ainda assim em seu topo, os brasileiros deixaram algo claro no Qatar: que venham os Jogos do Rio de Janeiro





