Curitiba - O primeiro indício de maracutaia apontado por Airton Nardelli está na prestação de contas da gestão do ex-presidente da Apaf, Nelson Lehmkhul. O relatório foi reprovado e mais tarde aceito pelo Conselho Fiscal da Apaf, formado por árbitros. Nardelli apresentou documentos originais, assinados por ''Barbosa - Organização Contábil'', empresa registrada no nome de Expedito Barbosa Martins.
Essa papelada foi expedida pela empresa de contabilidade porque Lehmkhul foi condenado a prestar contas após processo protocolado por Nardelli na 21 Vara Cível de Curitiba. Um dos documentos resume-se a mostrar o dinheiro movimentado entre 1997 a 2003, sem detalhes.
Esse documento foi reprovado e uma nova prestação de contas, com mais detalhes, foi apresentada, com débitos questionados pelo Conselho Fiscal, como, por exemplo, ''Pagtº Despesa médica e Telhado ao sr. Amoriti (sic)'', no valor de R$ 1.081. ''Até mesmo o senhor Amoreti questionou isso aí'', comentou Nardelli. O conselho, então, em janeiro de 2004, voltou a descartar essas contas.
Em maio de 2004, pouco tempo depois da reeleição de Moura à presidência da Federação Paranaense de Futebol, todos os membros voltaram atrás e decidiram dar parecer favorável à prestação de contas que, entre os anos de 97 e 2000, contém divergências em todos os relatórios. Em 97, a receita foi de R$ 66.332,01 e despesa de 54.895,80, com saldo de R$ 1.857,84.
''Os árbitros foram ameaçados pelo Pissaia (Johelson Pissaia, diretor-administrativo da FPF). Se eles não assinassem, não fariam mais parte da CBF. Tudo por determinação do Moura'', acusa Nardelli. (C.Y.)

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