Nardelli confirma denúncias contra Moura
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sexta-feira, 04 de novembro de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Fernando Luiz Homann, não compareceu ontem à audiência remarcada no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná para falar sobre suposto caso de ''vazamento de escalas'' de árbitros na Série Ouro do Campeonato Paranaense de 2004. Quem depôs ontem foi o ex-tesoureiro da Associação Paranaense de Árbitros de Futebol (Apaf), Airton Nardelli, que acusa o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, de ''lavagem de dinheiro''.
Homann já havia sido ouvido na quinta-feira pelo auditor Paulo César Gradella Filho, que preside o inquérito. Na ocasião, a audiência foi interrompida pelo advogado de Homann, sob a alegação de que seu cliente não estava ciente das declarações feitas no depoimento de Moura, que acusa Homann de negociar escalas com o árbitro aposentado e atual presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, Amoreti Carlos da Cruz.
A audiência foi remarcada para ontem de manhã, mas Homann não compareceu. Seu advogado entrou com uma petição dizendo que, como seu cliente não está mais ligado à esfera esportiva, o TJD não tem competência para intimá-lo a depor.
Já Nardelli, repetiu no TJD o que havia revelado à Folha, em matéria exclusiva veiculada na quinta-feira. Ele acusa Moura, assim como o ex-presidente da Apaf, Nelson Lehmkuhl, entre outros, de participarem de um esquema de ''lavagem de dinheiro'' e sonegação fiscal no ''sumiço'' de mais de R$ 360 mil da Apaf, entre 1997 e 2000. ''Essa denúncia do Nardelli foge do objeto deste inquérito e provavelmente outro será aberto para investigar esse caso. Agora, vamos avaliar a documentação que já existe sobre o atual inquérito, juntamente com os depoimentos para fazer um pré-relatório, que deve estar concluído na semana que vem'', adiantou Gradella Filho.


