O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Bôrtolo Escorssim, garantiu ontem que as investigações sobre o suposto esquema de corrupção na arbitragem do futebol do Paraná terão um desfecho e que os culpados serão punidos. ''Não será arquivado de jeito nenhum. Não vai acabar em pizza'', esbravejou Escorssim.
O presidente do TJD, no entanto, diverge do auditor Octacílio Sacerdote Filho sobre a existência ou não de um ''mensalão da arbitragem''. ''O que eu entendi até agora é que o Sílvio (Gubert, ex-dirigente do Operário que entregou o esquema numa reportagem de tevê sem saber que era filmado) quis aparecer mais do que devia. Não acredito que exista o tal Bruxo. Pode até ser que exista o esquema, mas é difícil alguém dizer algo'', afirmou Escorssim.
Na semana passada, Sacerdote disse à Folha que tinha plenas convicções de que havia um sistema de compra de árbitros e que muita gente seria indiciada. Pelos depoimentos colhidos até o momento, no entanto, apenas o próprio Gubert, e o ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, seriam responsabilizados por terem feito ''denúncias vazias'' sem que se prove o que está acusando.
O inquérito deve ser concluído nos próximos dias, depois que Sacerdote conseguir ouvir Cidão, que mora na Inglaterra. O resultado das investigações será encaminhado ao Ministério Público para que sejam tomadas as devidas providências. O sigilo bancário e telefônico dos envolvidos também deverá ser quebrado. ''Vamos remeter ao procedimento de investigação criminal, pois o que foi feito configura crime'', disse o presidente do TJD.

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