São Paulo - O técnico da Ucrânia, Oleg Blokhin, disse ontem que não teme a Itália, adversária de hoje na luta por uma vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. ''Nos não temos medo de jogar com Itália. Vamos fazê-lo espontaneamente. É para ganhar'', disse Blokhin. Para Blokhin, o fato de a seleção ucraniana estar entre as oito melhores da competição não impede de a equipe sonhar mais alto. ''A Itália está sob maior pressão, pois são considerados favoritos no jogo e nós já alcançamos o que queríamos. Já fizemos história'', acrescenta o técnico ucraniano.
Em resposta às críticas da imprensa, Blokhin aproveita para elogiar o trabalho dos jogadores que convocou para o Mundial. ''As pessoas têm dito que temos jogado um futebol modesto, mas eu gosto do futebol que a Ucrânia está apresentando. E nós estamos nas quartas-de-final'', finaliza o treinador.
Marcar Shevchenko não é suficiente para anular a Ucrânia. Esta é a opinião do técnico da Itália, Marcello Lippi, para o confronto entre as duas seleções. ''Nós não podemos pensar que se cuidarmos de Shevchenko, teremos cuidado da Ucrânia. Ele é um grande jogador, mas eles (a seleção adversária) tiveram dois anos de performances fantásticas na fase classificatória'', disse o treinador.
O técnico ressaltou ainda que os ucranianos tiveram força para se recuperar da goleada por 4 a 0 sofrida pela Espanha na primeira rodada da competição. Após a derrota, o time do leste europeu jogou mais três vezes e ainda não sofreu gols.
Em contrapartida, teve um bom desempenho ofensivo e marcou cinco vezes nestes confrontos, o que preocupa Lippi. ''Eles têm alguns jogadores interessantes e veremos como substituirão Voronin (cortado após uma lesão na coxa). Eles cobrem bem os espaços durante um jogo, são fortes fisicamente e jogam um bom futebol'', completou o treinador. (Folhapress)

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