''Não sabia de desvio de dinheiro'', diz Pelé
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Agência Folha<br>De Nova York 
''Não é verdade que eu sabia de desvio de dinheiro.'' O ex-jogador Pelé, que teve uma empresa associada a ele (Pelé Sports & Marketing Inc.) ligada a um caso de desvio de US$ 700 mil destinados ao Unicef-Argentina, resolveu falar. Em pergunta formulada pela ''Folha de S.Paulo'', ontem, no prédio da ONU (Organização das Nações Unidas), durante evento de lançamento da campanha beneficente para o Mundial de 2002, Pelé afirmou que já mandou investigar o escritório da PS&M Ltda., da qual é sócio, no Rio de Janeiro, para verificar a irregularidade.
''Para falar mais claro, estou fechando a empresa do Rio'', declarou o ex-jogador e empresário, na única pergunta relativa ao caso Pelé-Unicef permitida pela assessoria de imprensa da Fifa, responsável pelo evento na ONU.
Pelé disse ainda que está atrás de um culpado por esse escândalo ligado a seu nome. ''Há 32 anos eu ajudo o Unicef. Quem me conhece sabe que eu não faria isso.'' Os 32 anos a que Pelé se refere sobre sua ligação com o Unicef dizem respeito à marcação do gol que ficou conhecido como seu milésimo, em 1969, cujo aniversário foi comemorado pelo ex-jogador, ontem, em Nova York.
Conforme a ''Folha de S.Paulo'' revelou no último domingo, a Pelé Sports & Marketing Inc. (PS&M Inc.) recebeu US$ 700 mil em 1995 para organizar um evento ''beneficente'' em prol da seção argentina do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O evento acabou não sendo realizado, e o dinheiro nunca foi repassado ao fundo assistencial.


