Não, não tem explicação
Para alegria de alguns e tristeza de outros, espero que o primeiro caso seja maioria, retorno depois de um período de férias. Será que ouvi algumas vaias? Tudo bem, ando meio surdo mesmo. Bom, vamos à algumas cobranças que alguns leitores fazem:
- ''E o atacante Neizinho que você chamava de Nenhunzinho porque passou uma eternidade no Londrina e não fez nenhum gol? O cara foi para o Paranavaí e virou artilheiro. Como é que você explica?
A resposta é simples: não explico nem que me levem para o Rio Tibagi para uma sessão de interrogatório veja bem, não que isso aconteça nos dias de hoje, é só força de expressão, por isso não se assanhem. Sei lá o que deu no cara! Aí vem aquelas explicações para explicar o inexplicável: é o peso da camisa; é a pressão que o jogador sofre quando atua no Londrina. Fácil deve ser jogar no Corinthians, no Palmeiras (não riam), no Flamengo, no Coritiba, no Atlético. No Paraná e Malutrom não conta devido a pequena torcida. Se camisa pesasse, o franzino meia Nelsinho, de pouco mais de 1,50m, nunca poderia ter jogado pelo Tubarão. Não ia andar em campo ''carregando a pesada camisa alviceleste'', mesmo assim foi ídolo e deixou saudades.
Mas futebol é assim mesmo, um terreno fértil para situações inexplicáveis, desculpas esfarrapadas.
Vejamos o caso do atacante Paraguaio, do Londrina, um legítimo falsificado, já que ele é paranaense. O tal chegou com a fama de ser artilheiro por onde passava. Ficou mais ''famoso'' ainda por ficar meses e meses sem balançar a rede com a camisa do Londrina. Uma agonia sem fim. Em duas semanas, jogou três vezes e fez três gols. Virou xodó.
Tem explicação? Claro que não tem, ninguém vira craque da noite para o dia, mas poderíamos dar uns palpites. Usando a lógica que nunca funciona no futebol podemos dizer que se o atacante chuta a bola em direção ao gol a chance de chacoalhar a rede é razoável. Agora se o dito cujo só dá balão, sem qualquer direção, a não ser por uma intervenção divina, a bola não entra. Então o que acontece? Óbvio, não sei.
Chega de explicações. Vamos às aporrinhações.
- Antes de começar o paranaense, o dirigente-mor da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira, dizia que a sua equipe iria surpreender. Ele é um vidente, tinha razão. A campanha da Lusinha é tão medíocre que surpreende até os mais pessimistas.
- Amarildo Vieira diz que faltou tesão aos jogadores. Situação fácil de resolver, é só transferir a concentração para um motel.
- Por falar em surpresas, a quarta-feira foi pródiga. O Grêmio deu um cola-brinco (traduzindo para os não iniciados: cola-brinco significa tapa na orelha) no Atlético Paranaense, na Baixada, que atordoou o rubro-negro.
- Já os jogadores do Santástico, o Show da Vila, como diz o jornalista Alberto Macedo, passaram o dia de ontem se perguntando: ''Ora pois, que caminhão de padaria nos atropelou?''





