Rio de Janeiro - Um dia após o rebaixamento de Palmeiras, Portuguesa, Botafogo e Gama para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reafirmaram que não haverá mudanças nas regras da competição para beneficiar esses clubes. Zveiter assegurou que não existe a possibilidade de ''virada de mesa'' ou mesmo ''de a mesa ser arrumada''.
''Zero. Não existe possibilidade de mudança no regulamento. Algumas pessoas estão duvidando isso, mas estou garantindo'', frisou o presidente do STJD. ''Falaram até em arrumar a mesa e não vou permitir isso.''
Zveiter voltou a ameaçar a CBF com a possibilidade de intervenção. De acordo com o presidente do STJD, o Código Brasileiro Disciplinar do Futebol (CBDF) e a Lei brasileira lhe dão competência para tal ato. ''Não vou explicar qual o mecanismo para me resguardar'', disse.
O presidente do STJD rechaçou qualquer possibilidade de sofrer pressão para mudar de opinião e apoiar a ''mudança''. O magistrado afirmou não acreditar que um dirigente pense em fazer isto. Para ele, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é quem deverá ser pressionado pelos clubes.
''O presidente da CBF deve saber que terá o apoio total do tribunal para qualquer decisão que tomar, desde que respeite o regulamento do Campeonato Brasileiro'', considerou Zveiter.
A CBF também informou que sua posição é a de não permitir que a ''mesa seja virada''. A entidade comunicou que os quatro clubes rebaixados vão ter de disputar a série B do Campeonato Brasileiro de 2003.
Palmeiras - O presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, tentou escapar mas deu a entender que admite a possibilidade de apoiar uma eventual virada de mesa no Campeonato Brasileiro, como uma forma de evitar o rebaixamento do time para a Segunda Divisão. Ao responder a uma questão sobre se estaria entre os dirigentes que defendem o respeito ao regulamento, ele foi direto. ''Eu estaria neste grupo se o Palmeiras não estivesse entre os envolvidos'', afirmou.
Em seguida, Mustafá recuou um pouco. Disse que não tinha conhecimento sobre declarações feitas por dirigentes cariocas entre eles a do presidente da Federação de Futebol do Rio, Eduardo Viana segundo as quais deveria haver uma ''correção de rumo'' no futebol brasileiro. ''Eu não tenho notícias sobre isso. É um assunto que eu não quero discutir num momento tão traumático como este. Se eu falar que sou favorável a uma correção pode parecer que sou oportunista. Se falar contra, poderia parecer demagogia'', explicou.

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