Londrina - ''Fui um cara privilegiado''. A frase é do ex-zagueiro Marinho, que deu o tom pé-vermelho ao Flamengo do início da década de 80, que encantou o mundo. Ele era, ao lado de Mozer, o pilar defensivo do time da Gávea e deu sua contribuição para a conquista do mundo. Como lembrou Zico, daquela equipe apenas três jogadores não haviam sido formados nas divisões de base do clube carioca: o próprio Marinho, o atacante Lico e o goleiro Raul Plassmann - outro paranaense (leia matéria nesta página).
''Até hoje o Zico fala que se não fosse meu gol no final do jogo com o Atlético-MG, no Mineirão, não tínhamos sido campeões da Libertadores e do Mundo'', contou. O gol a que ele se refere foi o do empate em 2 a 2, em julho, pelo torneio continental.
Marinho concorda na escolha daquele Flamengo como um time inesquecível. ''Já vi muitos times bons, mas igual aquele é difícil achar um igual. O Mozer e eu éramos os burros, vamos dizer assim, do time. O resto era só craque. Mas nós chegávamos bastante à frente também e fazíamos gols'', relembra. ''Sou suspeito para falar. As glórias que tive foram ali. Meu nome sempre vai estar no meio'', continuou o ex-zagueiro, que chegou ao Flamengo no fim de 79, saindo do Londrina. Ele ficou no rubro-negro até 1984, quando se transferiu para o Atlético-MG.
Segundo Marinho, o segredo do sucesso daquela equipe foi a união dos atletas. ''Éramos uma família, por isso que ganhamos tudo. Era muita amizade e brincadeiras'', afirma.

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