São Paulo - A rebelião das nove equipes no GP Brasil do ano passado, em Interlagos, além de não ter atingido o objetivo principal do movimento, reduzir drasticamente o número de testes na Fórmula 1, gerou tanta confusão que agora não há mais regras para controlar esses ensaios. A Ferrari, por exemplo, está treinando desde ontem em Monza. Até antes da rebelião de São Paulo, em setembro, o regulamento proibia treinos na semana de GP. Agora vale tudo.
A Ferrari se sente no direito de fazer o que desejar. Ano passado, em Interlagos, as nove demais equipes da Fórmula 1 resolveram estabelecer um corte de 50% no número de dias de testes.
Durante o campeonato, cairia de 48 para 24. Como era necessária a aprovação de todos os times para entrar em vigor e a Ferrari não concordou, ficaria tudo como estava. Ocorre que os nove rebelados também não concordavam mais com a manutenção das regras anteriores. Com isso, não há nada que limite hoje essas práticas.
Assim, a Ferrari se ampara na ausência de regulamento para treinos particulares e trabalha até na semana de GP, o que antes era proibido por unânimidade.

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