Não há crise, avisa diretoria do Tubarão
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segunda-feira, 07 de março de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Maus resultados, troca de farpas, protestos da torcida, respostas atravessadas de dirigentes. Tudo isso somado em um clube de futebol é sintoma de uma crise. Certo? Para a diretoria do Londrina está errado. O Tubarão vem passando por todos esses fatores, mas o alto escalão do clube garante: não há crise.
''É uma turbulência passageira. Crise é quando perdura. O que aconteceu não chega a ser uma crise'', desconversou o presidente Agostinho Miguel Garrote.
O empate contra o Império do Futebol, domingo, no VGD, em 1 a 1, foi apenas mais um capítulo da fase ruim do Londrina, que começou justamente na partida contra o time nômade, na quarta rodada do primeiro turno, quando o Tubarão empatou em Curitiba em 2 a 2. De lá para cá foram oito jogos pelo Paranaense e dois pela Copa do Brasil. No Estadual o time conseguiu apenas uma vitória neste período, sofreu três derrotas e empatou quatro jogos. Na competição nacional, foi uma vitória e uma derrota por 4 a 1, para o Esportivo, que culminou na desclassificação.
O técnico Itamar Bernardes foi demitido e levou a comissão técnica. Saiu disparando e quase desmontou o time titular. Após o empate de domingo, a torcida mostrou que a lua-de-mel acabou de vez. Protestou muito contra Garrote, pedindo a demissão do coordenador de futebol Sidiclei Menezes e a volta de Bernardes. ''Já esperava isso, mas estou tranquilo. Continuo firme fazendo meu trabalho que é estruturar o Londrina fora de campo, sem perder o foco, o objetivo'', afirmou Menezes.
Durante a confusão com torcedores o vice-presidente Luiz Souto de Camargo disse, em entrevista ao vivo à Rádio Paiquerê AM, que se tratava de ''meia duzia de bêbados, safados, vagabundos'', que protestavam, o que inflamou a torcida. O dirigente não quis comentar ontem suas declarações.
''A torcida está certa em protestar. No lugar deles (torcedores) faria o mesmo, mas como sou dirigente não posso agir de forma passional'', disse Garrote.
Os três se reuniram ontem com o técnico Zezito e com o auxiliar Eduardo de Souza, 25 anos, contratado ontem. Ele é formado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalhava com o treinador no Jaboticabal-SP.
O encontro, segundo Garrote, é de praxe e serve para discutir o jogo. ''Vamos cobrar mais tranquilidade, mais empenho'', disse o dirigente.
O técnico também acredita que não há crise. ''Perder os dois pontos mexeu mais comigo do que os gritos de parte da torcida'', contou Zezito.
Ele não teme a desclassificação do time, que hoje ocupa a quarta colocação do grupo B com 16 pontos. Para o técnico, com 22 pontos o time se classifica e com 24 se garante na segunda posição, conseguindo vantagem na próxima fase. ''E vamos brigar por isso'', garantiu Zezito. O Londrina enfrentará o Altético, fora de casa, o Paranavaí e o Iraty, ambos no VGD.
Alteração O jogo entre Atlético e Londrina inicialmente marcado para sábado, na Arena da Baixada, deve ser transferido para o dia 16 a pedido do Furacão, que joga na quinta-feira pela Libertadores da América. ''Se jogarmos no sábado, enfrentaremos o time B deles. Se jogamos na quarta-feira, temos mais tempo para trabalhar'', comparou Zezito, que confessou preferir a segunda opção.


