Vamos falar a verdade: torcedor do Londrina gosta mais de lembrar dos fiascos do time do que das glórias. Nas brigas por acesso no Campeonato Brasileiro, três derrotas não saem da cabeça: os 3 a 0 do Gama em Brasília na última rodada do quadrangular final da Série B de 1998, quando uma vitória simples dava ao LEC uma vaga na elite; os 3 a 1 do Juventude na segunda fase da Série D de 2013, com o time gaúcho fazendo os dois gols da eliminação alviceleste depois do 40 do segundo tempo; e os 3 a 0 do ABC no ano passado, que no dia do jogo já foram um vexame (o time potiguar estava com o rebaixamento encaminhado e seus jogadores tinham feito greve durante a semana por salários atrasados) e se revelaram ainda mais dramáticos quando, algumas rodadas depois, o Tubarão deixou de subir para a Série A por três pontos.

No terceiro caso, ainda dou um desconto, porque em torneio de pontos corridos não dá para atribuir a uma única derrota a perda da vaga - exceto uma última rodada com estádio lotado, precisando só de um empate com o lanterna para subir e aí perder...

É claro que, a essa altura, o leitor já sabe do que estou falando. Há duas semanas, escrevi aqui que o primeiro turno do Londrina havia lhe tirado qualquer luxo de errar. Pois, tal qual Dagol no sábado (10), errei: o empate com o Oeste, com o artilheiro perdendo duas cobranças de pênalti nos últimos minutos, não foi o fim do mundo e ainda há chances de acesso - e seguem bem consideráveis. Pode ser excesso de otimismo, mas em épocas mais zicadas, não aconteceriam coisas como as que têm acontecido com o LEC nesta Série B. Além das derrotas de Goiás e Avaí que mantiveram o Londrina perto do G4, lembro daquele pênalti bizarro no finalzinho contra o Vila Nova, que nos salvou a pele.

Nada, evidente, justifica as espirradas de taco do time, mas Dagol segue com muito crédito. Com ele, ainda sonhamos com Série A. Sem ele, a essa altura já estaríamos fazendo o planejamento para a C. Mas o julgamento definitivo será até o fim da próxima semana: só aí saberemos se os dois pênaltis desperdiçados pelo craque entrarão para a memória alviceleste como uma frustração temporária ou uma falha histórica.

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