Os últimos capítulos da novela envolvendo uma possível parceria para reestruturar o futebol do Londrina teve como protagonista a SM Sports. O contrato com a empresa que toca o Iraty e que tem como sócio o uruguaio Juan Figger foi dado como certo e como impossível inúmeras vezes. Porém, ontem, o procurador do Ministério do Trabalho em Londrina, Heiler Ivens de Souza, 35 anos, revelou que há uma outra empresa tentando um acordo e o problema é o mesmo: o tempo de contrato.
''Não é só um grupo, é mais de um. Estamos jogando contra o tempo. Me parece que a estrutura da SM em Londrina é excelente e isso é um ponto a favor, mas as cartas não estão jogadas exclusivamente no projeto deles'', afirmou o procurador, que ajuda o contador Rubens Moretti a tocar o Tubarão neste período de intervenção, sem revelar essa outra vertente.
O dono da SM, Sérgio Malucelli, tem duas exigências e não abre mão delas. Ele quer dez anos de contrato e não quer que as eleições sejam remarcadas. Segundo Heiler, a outra interessada também bate o pé nos dez anos. ''Todos falam que é impossível ter retorno em três anos'', apontou, referindo-se ao prazo proposto pela Justiça do Trabalho.
O procurador catarinense, que se mudou em outubro passado para Londrina, tinha outro pensamento sobre o futuro do clube. Ele queria mais tempo para discutir uma parceria. Porém, a proximidade da Copa do Brasil o fez mudar de ideia. ''Nossa dificuldade é o início do campeonato. Isso é de apavorar. Se não existisse a punição, eu sugeriria não participar da Copa do Brasil e se organizar com calma'', afirmou o procurador, que disse nunca ter conversando com Malucelli - Moretti é quem negocia com o empresário. ''Mas isso não é possível. Para jogarmos, só com parceria. É impossível contratar técnico e formar elenco em um mês e sem receita. Só jogamos a Copa do brasil se tivermos parceria'', decretou.
Paralelamente às conversações, Heiler distribui a empresas e entidades representativas da cidade uma carta convite com o objetivo de mobilizar a sociedade londrinense a reestruturar o Londrina. ''Quero que essas instituições participem do projeto de reestruturação do LEC, independentemente da parceria, que não vai ser eterna. O Londrina precisa sobreviver e bem sem o parceiro daqui a algum tempo'', comentou.
O trabalho do dia-a-dia também é outro problema que impede soluções rápidas. Heiler voltou de recesso e encontrou 60 novos processos para cuidar. Sem tempo, e com a obrigação de definir o futuro do Londrina, ele deixou para depois uma auditoria no clube para apurar irregularidades e possíveis pedidos de punição para os culpados. ''O momento agora não é de ingressar com medidas judiciais, mas elas vão acontecer. Vai ter auditoria''.

mockup