Não é preciso chorar demissão de técnico
Vida de técnico não é fácil, mas também não é tão difícil assim. Parece contraditório, mas não é. Principalmente para os treinadores que atuam na primeira divisão do futebol brasileiro. Vamos pegar como exemplo o técnico Ivo Wortmann, que está reassumindo o Coritiba. Wortmann teve uma boa passagem por times do valoroso soccer dos Estados Unidos mas, ao retornar ao Brasil, percebeu que era um desconhecido na terra do futebol. Conseguiu um contrato com o Coritiba e realizou um trabalho razoável no clube. Foi o suficiente para ser chamado para dirigir o estrelado Cruzeiro. Se estava bem no Coxa, por que aceitou? Resposta óbvia, cara-pálida: dinheiro. Dizem que dinheiro não é tudo, mas aí só faltariam 10%. Só que às vezes esses 10% pesam como se fossem 90%. Wortmann tomou tanta tamancada na equipe de Belo Horizonte que foi obrigado a pedir o boné.
Já o Coritiba que desde a saída de Wortmann vinha caindo pelas tabelas mandou Ricardo Gomes passear e recebeu o ex-técnico cruzeirense de braços abertos. Fato é que os técnicos que têm algum nome não ficam desempregados por muito tempo. Além disso, quando são convidados, colocam em seus contratos as famosas multas. Quando deixam os clubes saem com dinheiro suficiente para ter um período de férias tranquilas, sem se preocupar com a conta do supermercado, alta do dólar, Osama bin Laden.
Outro caso? Geninho estava dirigindo o Paraná e recebeu uma boa proposta do Santos. Deixou o clube paranaense, fez uma campanha razoável no Peixe, mas não aguentou a pressão da torcida. Pegou a mala e desembarcou na Arena da Baixada, e não foi para ganhar salário mínimo. Portanto, ninguém tem a necessidade de derramar lágrimas quando técnicos são demitidos.
- O campeonato brasileiro de futebol está praticamente na metade e uma coisa já ficou evidente: não há favoritos. Os clubes têm alternado bons e maus resultados com uma constância impressionante. O mesmo Paraná Clube que derrubou o São Paulo no Morumbi, consegue ser goleado pelo Atlético Mineiro poucos dias depois. Já o São Paulo que havia ganho um ''corretivo'' do Paraná trucidou o América. Vai entender.
- O Santos, pelo menos no momento, parece ter encontrado a melhor formação. Marcelinho Carioca calibrou o pé e tem dado passes milimétricos para Viola balançar a rede. Santistas que andavam escondidos já aparecem felizes da vida pelas ruas sonhando com título brasileiro, Libertadores da América, projeto Tóquio, etc. Mas, como a gangorra do brasileirão não pára, ainda é prematuro fazer apostas.
- O zagueiro Marcelo, do Corinthians, vai ganhar cadeira cativa no Estádio Joaquim Américo, em Curitiba. Uma homenagem aos serviços prestados por ele ao Atlético no gramado da Baixada.
- Como a torcida do Corinthians é considerada a segunda maior do Brasil, os fabricantes de chinelos estão na expectativa de dobrar a produção: a continuar assim, muita gente vai estar de férias em breve.
- Parece mas não é piada: o campeão paranaense de vôlei é o time do Automóvel Clube de Campos, do Rio de Janeiro.
- Moringão, em Londrina, lotado para ver a Seleção Brasileira de Vôlei; mais de cinco mil pessoas para assistir ao Motocross, também em Londrina; casa cheia no Autódromo Internacional de Londrina para ver a Fórmula Truck. Por que será que o Estádio do Café anda tão vazio? Respostas para a coluna.





