"Temos um projeto de expansão sólido, que terá sequência", disse Tencati, aplaudido pela torcida alviceleste no Café
"Temos um projeto de expansão sólido, que terá sequência", disse Tencati, aplaudido pela torcida alviceleste no Café | Foto: Ricardo Chicarelli



Os aplausos da torcida do Londrina, no Estádio do Café, após a derrota contra o Avaí, no último sábado, comprovam a satisfação de todos pela campanha alviceleste neste retorno do time à Série B. É bem verdade que neste "sprint" final da competição, faltou perna ao Tubarão - que fez apenas dois pontos de 12 disputados em casa - o que tirou as chances de brigar por uma vaga na Séria A. Mas o que fica, sem dúvida alguma, é a surpresa pela sólida campanha comparada a outras equipes de maior orçamento e tradição. É bem verdade que ainda resta uma rodada, contra o Bragantino, mas tanto diretoria como comissão técnica e claro, os torcedores, já estão com os olhos voltados para 2017. É hora de planejar.
O técnico, Cláudio Tencati, fez um balanço positivo do ano. Segundo ele, o Tubarão "debutou" na Série B com muita competitividade. "Quem olhar para o lado, para frente e pra trás na tabela, verá camisas acostumadas a jogar Série B, outras equipes com orçamentos maiores que o nosso e não fizeram a campanha que o Londrina fez. A regularidade do time foi importantíssima, mesmo com todos os atropelos que vivemos, lesões e cartões, que atrapalharam muito a sequência do nosso trabalho".
Ele relembra ainda que no início da campanha – nas primeiras cinco rodadas – a desconfiança dos torcedores e da imprensa era enorme em cima do que estava por vir. "Todos diziam que iríamos brigar para não cair, mas brigamos para subir. Nos firmamos perante a todas as adversidades", salienta.
Depois de tanto tempo longe da competição, é natural uma adaptação do clube. Tencati admite que "não tinha dimensão do que era uma Série B" e que precisou, ao longo da temporada, montar planejamentos de curto prazo, fato novo para a comissão técnica e diretoria. "Foi uma logística difícil, com orçamento mais baixo e avalio que tiramos o máximo dos jogadores para atingir esses resultados. No futuro, estaremos muito mais maduros. Foi um aprendizado para todos".
Ao longo da competição, ficou claro, que faltou peças mais fortes no elenco em algumas posições. Tencati admite isso, mas parabeniza a diretoria, que, segundo ele, se empenhou ao máximo para achar alternativas ao longo do campeonato, inclusive na virada do turno. "Faltou um pouco mais de recurso financeiro, não por conta do presidente (referindo-se a Sérgio Malucelli), mas pelo orçamento mais limitado por ser o primeiro ano na Série B. Tenho certeza que no ano que vem, por tudo que o Londrina fez, os patrocinadores apoiarão mais, acreditarão mais na equipe".
Nesta semana, Tencati confirmou que sentará com a diretoria para iniciar as conversas sobre o ano que vem. Ele relatou uma história curiosa: na semana passada, sentou com a psicóloga do clube, que mostrou a ele uma reportagem desta FOLHA de 2013, em que estava escrito que o técnico sonhava em colocar o time na Série B. "As coisas mudaram muito rápido, até mesmo antes do planejamento da SM. Como profissional, me vejo rompendo barreiras. Temos um projeto de expansão sólido, que terá sequência. O Londrina resgatou sua imagem perante a cidade".

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