'Namorada? Não está dando tempo'
Namorada? Não está dando tempo
Folha - Qual é o seu principal hobby?
Tarso Marques - Quando não estou trabalhando para o automobilismo, estou estudando sobre o assunto. Então eu poderia dizer que o que mais gosto de fazer é automobilismo, e quando se trata de divertimento também.
Folha - De qual outro esporte você gosta?
Marques - Gosto de esquiar.
Folha - Você torce para algum time de futebol?
Marques - Para o Coritiba. Mas não acompanho muito, sei que agora ele está muito bem.
Folha - Você tem namorada?
Marques - Não está dando tempo.
Folha - Gosta ler?
Marques - Livros, não. Algumas revistas e jornais para me interar sobre o automobilismo.
Folha - E cinema?
Marques - O último filme a que assisti e gostei foi O Advogado do Diabo.
Folha - Quando você entrou pela primeira vez numa pista para correr?
Marques - Foi quando eu tinha seis anos de idade, em Rio Negro (Santa Catarina). A pista é uma das mais velozes do Brasil e eu nunca tinha corrido de kart antes.
Folha - Mas a estréia não foi muito boa, não é?
Marques - É verdade. Me acidentei feio. O kart capotou numa curva e foi uma tragédia. Meus pais venderam o kart e falaram que não iam deixar eu correr mais.
Folha - Mas anos depois você voltou. Como foi?
Marques - Aos 12 anos eu vendi um Galaxie velho que meu pai tinha me dado e comprei um kart. Lá em casa foi uma guerra. Mas depois eles me entenderam e me apóiam até hoje.
Folha - Você começou a correr por causa de seu pai, não é?
Marques - Sim. Ele sempre foi apaixonado por carros de corrida e chegou a disputar alguns campeonatos. Ele é o meu maior amigo, incentivador e principal patrocinador.
Folha - Seus pais vão assistir às suas corridas?
Marques - Minha mãe não vai, meu pai assiste a todas.
Folha - E seus dois irmãos, gostam de automobilismo?
Marques - Gostar até que gostam, mas não são a fim de correr. Chegaram a brincar de kart, mas não são muito chegados a este esporte. Preferem ver o Coxa jogar.
Folha - Como é ficar esperando para saber se vai correr ou não?
Marques - É muito angustiante. Mas eu já estou acostumado. Em toda minha carreira foi assim, nunca tinha patrocínio necessário para correr. Chegava em novembro e eu não tinha idéia do que eu iria fazer no próximo ano. O melhor a fazer é esperar.





