São Paulo, 07 (AE) - O atacante Nalbert, quieto e tímido fora das quadras, assume a cada ano mais responsabilidade na seleção brasileira de vôlei. Em sua sexta temporada na equipe, o jogador carioca, de 25 anos e 1,95 metro, é o maior responsável pelo equilíbrio do time, que se prepara no Rio para a disputa da Liga Mundial, a partir do dia 29.
"Sempre sonhei em defender a seleção brasileira e é maravilhoso estar aqui", lembra o jogador, que desde o ano passado é também o capitão da equipe. "A cada ano a responsabilidade aumenta e a cobrança é maior." Melhor jogador e melhor defesa da Superliga Nacional de 1998/1999, quando defendeu a Olympikus, Nalbert inclui o Brasil entre os favoritos para a conquista do título da Liga Mundial. "As seleções brasileira, italiana, holandesa e cubana vão lutar pelo título da competição", comenta. "O quarto lugar obtido no Mundial do Japão, no ano passado, acabou com essa conversa de time inexperiente", prossegue. "Temos de pensar em subir no pódio, pois já temos realmente condições para isso."
Nalbert acha que o Brasil terá uma certa vantagem em relação às outras seleções na Liga por causa da nova regra do esporte. "Já disputamos a Superliga sem o sistema de vantagem, enquanto os outros países ainda não estão acostumados", acredita. "Jogar com a nova regra é menos desgastante para o atleta e o jogador acaba produzindo mais."
A seleção brasileira treina amanhã, mais uma vez, no Centro de Capacitação Física do Exército, no bairro da Urca. Os jogadores farão apenas musculação.
O terceiro e último grupo dos convocados pelo técnico Radamés Lattari Filho apresenta-se domingo, pela manhã, no Rio. Maurício
Giba, Max, André, Itápolis e Alex Lenz farão, no mesmo dia, exames físicos na Fisiobarra.
O Brasil estréia na Liga Mundial no dia 29, contra o Canadá, na cidade de Otawa.

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