São Paulo - Para quem pensou que a carreira estava acabada em 2007, após nove meses fora da quadra lidando com lesões (incluindo a delicada cirurgia no ombro direito), o ponta Nalbert teve um dia glorioso ontem. Ele foi o personagem principal da vitória do Brasil contra a Sérvia, por 3 sets a 2 (23/25, 25/19, 24/26, 25/23 e 15/11), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, pelo Grupo A da Liga Mundial. Assim, a seleção brasileira masculina de vôlei repetiu o resultado do dia anterior, quando também bateu os sérvios por 3 a 2, e abriu sua participação na competição com dois resultados positivos.
Ontem, o técnico Bernardinho optou por um time diferente daquele que jogou sábado e que é considerado o titular. Dessa vez, apenas o meio-de-rede Gustavo e o líbero Serginho foram mantidos na seleção que enfrentou a Sérvia pelo segundo dia seguido. E entraram os reservas Bruno, Anderson, Nalbert, Samuel e Sidão. Mesmo assim, o Brasil saiu com uma nova vitória na competição em que venceu as últimas cinco edições.
O novato Samuel, de 24 anos, impressionou pelos pontos que fez: foram 23. Mas o veterano Nalbert, de 34 anos, foi quem roubou a cena. Ele foi o ponta passador de que Bernardinho precisa. Mostrou um passe irretocável e foi bem também no bloqueio e na defesa, além de ser eficiente no saque. E terminou o jogo sem dor, o que é o melhor para quem conviveu com tantas contusões recentemente.
Nalbert mostrou que está evoluindo fisicamente e deixou São Paulo confiante que pode brigar por vaga no grupo que vai para a Olimpíada de Pequim, em agosto. Agora, ele vai ser novamente testado nas duas próximas rodadas da Liga Mundial, quando o Brasil enfrentará a França, em Paris (dias 20 e 21 de junho), e a Venezuela, em Caracas (em 28 e 29 de junho). Nesses confrontos, Bernardinho vai dar um descanso para os titulares da seleção - Giba, Serginho, Marcelinho, Dante, André Nascimento e Gustavo ficam no País, treinando em Saquarema (RJ).
''Eu tive um 2007 muito difícil. Não contava mais com viver dias como esse. Tive a chance, nem sei se vou para a Olimpíada, mas vou viver intensamente os momentos, mesmo que o joelho e os ombros não sejam os mesmos'', disse Nalbert. Caberá ''ao patrão'' - como ele se refere a Bernardinho - decidir os 12 jogadores que vão à Olimpíada. ''Mas quando voltei, quis saber se fizesse tudo certinho eu iria. Ele disse que sim. Então, se eu não acreditasse nisso não estaria aqui.''

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