Nado sincronizado fica na 12ª colocação
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
O dueto brasileiro formado pelas gêmeas Carolina e Isabela de Moraes conquistou ontem o 12º lugar na competição de nado sincronizado dos Jogos de Sydney. As irmãs, primeiras brasileiras a alcançar uma final olímpica da modalidade, repetiram a marca de Érika McDavid e Eva Menendez Riera, em Seul-88.
O ouro ficou com o dueto russo formado pelas atuais campeãs mundiais Olga Brusnikina e Maria Kisseleva, que dominaram os três dias de apresentações e terminaram com 99.580 pontos. As japonesas Miya Tachibana e Miho Takeda, com 98.650 pontos, ganharam a prata e as francesas Virginie Dedieu e Myriam Lignot, com 97.437, o bronze.
Na apresentação de ontem, Carolina e Isabela de Moraes pareciam mais tranquilas do que na fase classificatória e fizeram uma exibição mais descompromissada. A nossa missão já estava cumprida. Hoje (ontem) foi muito gostoso de competir, pois a gente não tinha muita responsabilidade. Acho que por isso nossas notas foram mais altas do que ontem, disse Carolina. Na segunda-feira, as brasileiras obtiveram 90.414. Na final, conseguiram 90.743.
O resultado das gêmeas, de apenas 20 anos, faz com que a treinadora Andrea Curi acredite numa longa carreira para a dupla. Elas podem subir ainda mais, pois ainda estão em fase de aprendizado e têm muito o que evoluir, disse. Muita gente aqui já está com 26, 27 anos e deve parar após essa Olimpíada. A tendência é a gente começar a subir mais posições, completou.
Isabela e Carolina começaram a praticar o nado sincronizado aos oito anos. Em setembro de 1998, as irmãs se mudaram para os Estados Unidos para treinar e estudar na Universidade de Ohio.
No ano passado, conquistaram a medalha de bronze no Pan de Winnipeg, e no último mês de abril venceram o Sul-Americano de Mar del Plata.
Em 6 de outubro, elas participam do Campeonato Brasileiro, no Rio. Em novembro, disputam a Copa Fina, no Egito, e em junho de 2001 o Mundial do Japão.
Com essas competições a gente vai ter idéia de quem pára e de quem continua. Nosso objetivo é ficar entre as oito melhores no Mundial e brigar por uma medalha em Atenas, afirmou Andrea Curi.


