Nado sincronizado: água, equilíbrio e criatividade
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Água, equilíbrio e criatividade. O nado sincronizado ainda cresce de forma lenta no Brasil, mas já conquista adeptos em escolas de natação. De acordo com técnica Danielle Rímoli, que ministra aulas na academia Gustavo Borges, o nado sincronizado une a graça do ballet com a técnica da natação tradicional. É uma atividade que exige bastante força muscular e controle corporal, definiu.
Como a noção de equilíbrio dentro e fora da água são diferentes, Danielle afirma que o maior obstáculo é dominar o controle do eixo corporal. Quando é preciso ficar de ponta cabeça ou mesmo em posições normais o controle sobre o corpo é diferente. Mas a partir do momento que você encontra o eixo, quem aprendeu o nado não esquece nunca mais, ressalta.
As aulas estão divididas em dois encontros semanais, quando são feitos trabalhos de resistência física e aulas de natação. Para alcançar as figuras que caracterizam o nado sincronizado, a técnica desenvolve as coreografias, que trabalha movimentos de pernas e palmateios, em conjunto com as músicas. Juntando todos os pedaços é possível montar uma coreografia. Uma coisa vai engatando na outra, aponta.
A diversidade de movimentos foi o fator que atraiu Lissa Sugawara às aulas de nado sincronizado há três anos. Ela afirma que a natação tradicional é muito repetitiva e a possibilidade de treinar as figuras faz do nado sincronizado uma atividade interessante. Até achar o equilíbrio é difícil, mas depois de um tempo você consegue fazer tudo. Com o tempo e a prática a professora vai corrigindo os erros, afirma.
Danielle acredita que trabalhos de alongamento e flexibilidade fora da piscina melhoram o desenvolvimento da forma física. Outro detalhe é a intimidade com aulas de ballet, que ajudam a desenvolver as figuras e movimentos debaixo dágua.
Mas o segredo para manter o equilíbrio quando submerso é o domínio sobre o controle corporal. Danielle explica que quando o homem está em pé, a coluna lombar faz uma curva na sua terminação. A diferença é que dentro da água a postura deve ser a mais ereta possível e para isso é preciso contrair bumbum, barriga e ficar na ponta dos pés.
É importante ficar com corpo em linha reta, porque qualquer curvinha tira o equilíbrio. Todo o movimento delas quando estão com pernas para cima é feito com o movimento do corpo e dos braços. Tudo isso é técnica, explica.


