Nadal, enfim, estréia como nº 1 do tênis
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domingo, 24 de agosto de 2008
Folhapress 
São Paulo - Para chegar à vice-liderança do ranking, em 25 de julho de 2005, o espanhol Rafael Nadal precisou conquistar nove títulos, sendo um de Grand Slam e dois de Masters Series. O topo estava bem próximo, mas a espera do espanhol foi longa, e o trabalho, árduo.
Após uma espera recorde de 160 semanas, outros 22 títulos, entre eles quatro de Grand Slam e dez de Masters Series, e marcas históricas (como série de 81 vitórias seguidas no saibro), Rafael Nadal Parera foi nomeado na semana passada o 24º tenista a alcançar o posto de número um do ranking.
Ele já tinha acumulado pontos suficientes para desbancar o suíço Roger Federer com a semifinal em Cincinnati, no início do mês, mas, por causa do calendário alterado para encaixar a Olimpíada, só pôde ver seu nome no topo da lista na última segunda, já com o ouro obtido em Pequim no peito.
E só hoje, por volta das 15h, contra o alemão Bjorn Phau, na estréia do Aberto dos EUA, Nadal joga na condição oficial de número um. ''A pressão é a mesma, quando seu objetivo é sempre ganhar. Estou muito feliz por ser o número 1. É uma grande satisfação depois de ficar tanto tempo como número 2, mas não muda muita coisa'', afirmou Nadal, 22, que em Nova York apresenta seus piores resultados em Grand Slam.
O espanhol nunca passou das quartas-de-final no evento, apesar de ser o Grand Slam que mais disputou (cinco). Além dos títulos em Roland Garros (quatro) e Wimbledon, ele já foi semifinalista na Austrália. O retrospecto ruim, porém, parece não abalar Nadal. ''Antes, eu jogava bem em superfície rápida, mas não conseguia títulos. Neste ano, venci Toronto e a Olimpíada e fui às semifinais em Cincinnati'', afirmou.
Outro que encara mudanças em Nova York é o tetracampeão Roger Federer, que não figura como primeiro cabeça-de-chave de um torneio que participa pela primeira vez desde o Aberto da Austrália de 2004. Em Pequim, o suíço foi eliminado nas quartas-de-final no torneio de simples.


