São Paulo - Apesar de ter dito não estar ''100%'' antes da decisão, depois de passar por uma semifinal de mais de cinco horas de duração, o tenista espanhol Rafael Nadal venceu ontem uma batalha de 4h22 diante do suíço Roger Federer, por 3 sets a 2, para se sagrar pela primeira vez na carreira campeão do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano. As parciais foram de 7/5, 3/6, 7/6 (7/3), 3/6 e 6/2.
Com o triunfo, Nadal, primeiro espanhol a vencer o torneio disputado em Melbourne, levantou um troféu da série mais prestigiosa do tênis mundial pela sexta vez. Ele também acumula os títulos de Roland Garros (2005, 2006, 2007 e 2008) e Wimbledon (2008). De todos os Grand Slams vencidos pelo espanhol, apenas Roland Garros-2005 não foi decidido em final contra Federer: na ocasião, Mariano Puerta foi o finalista.
A conquista de Nadal também impediu que o suíço igualasse o recorde do norte-americano Pete Sampras, que tem 14 Grand Slams conquistados. Emocionado, o suíço chorou muito após a partida (teve que interromper seu discurso à torcida), mas fez questão de elogiar o rival. ''Você merece'', disse, antes de anunciar que pretende voltar a disputar o título em 2010.
Na partida deste domingo, o jogo começou equilibrado, mas logo Nadal mostrou mais calma. Apesar das quebras de serviço para os dois lados, o espanhol soube aproveitar as falhas do rival para fazer 7/5 no primeiro set. O suíço voltou mais agressivo para o segundo set e a situação se inverteu, com Nadal cometendo erros. Uma quebra no oitavo game, confirmando o serviço em seguida, deu a vitória a Federer por 6/3.
O equilíbrio foi mantido na terceira parcial. Apesar de Nadal ter precisado de atendimento do fisioterapeuta, e de ter dado diversas oportunidades ao rival, ele conseguiu salvar diversas bolas e acabou vencendo no tie-break: 7/6 (7/3). No quarto set, Federer chegou a abrir 2/0 e teve domínio das ações durante praticamente toda a parcial antes de fechar em 6/3.
Mas no set decisivo Nadal voltou a mostrar que o cansaço não atrapalhou. Erros sucessivos de Federer facilitaram o trabalho do espanhol, que chegou à cômoda vantagem de 4/1 antes de fechar com facilidade em 6/2.

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