Nadadores enfrentarão vários desafios em travessia noturna
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Atravessar 1,5 quilômetros em mar aberto, ao lado de outras centenas de nadadores e tendo como "guia" uma única luz, à primeira vista pode até parecer uma aventura tranquila, não fosse o período do dia escolhido para a "brincadeira": a noite.
Mas o que poderia intimidar muita gente é justamente o que atrai um grupo de nove londrinenses a participar da 6ª edição da Travessia de Bombinhas (SC), no próximo sábado. "Nadar uma prova como essa é um desafio grande, à noite então é ainda maior. Você não enxerga praticamente nada, apenas uma luz no meio do mar e vai nadando em direção a ela, mas o grande barato é justamente superar o medo que dá deste cenário", conta a administradora Margareth Kimura.
Aos 50 anos, a londrinense é uma apaixonada por natação, atividade que começou a praticar ainda na adolescência. Mas foi de uns cinco anos para cá que ela começou a desafiar um pouco mais seus limites. Das cinco edições da prova catarinense realizadas até hoje, Margareth ficou fora apenas de uma. Para ela, encarar as travessias foi a maneira que encontrou de deixar o esporte menos monótono. "Assim vou treinando sempre pensando no próximo desafio", diz.
A experiência adquirida nesses anos, segundo ela, vai ser importante no próximo sábado, em sua primeira travessia noturna. "Em uma prova como essa, existem algumas adversidades grandes, como o próprio mar, que é um desconhecido, mas a preocupação com a visibilidade é tão grande que todo o resto acaba ficando em segundo plano. Mas não tem muito segredo, a gente vai fazendo uma, faz outra, e ganha confiança. Fundamental é manter a calma e não se desesperar se tiver algum problema", receita a nadadora, que vai competir na categoria 50 a 54 anos.
Em travessias noturnas, a única ferramenta usada pelos participantes é uma lanterna instalada na touca. Bombeiros acompanham de perto o trajeto prontos para uma desistência ou algum problema mais grave.
Para a prova do próximo final de semana, Margareth dedicou os treinos dos últimos meses para ganhar resistência, assim como fizeram os outros oito integrantes do grupo que treina na Academia Forma Dágua, em Londrina. Tiago Ogava, responsável pela preparação da equipe, ressalta que o lado psicológico merece muita atenção em uma prova deste tipo. "A gente trabalhou bastante a parte de resistência, técnica, condicionamento físico, mas a cabeça é bem importante. Tem que estar preparado para qualquer adversidade que possa aparecer durante a prova", aponta o professor, que também vai nadar.
O técnico em telecomunicações Amarildo Gazzola Barreiros, de 45 anos, é outro aficionado por água e por desafios. Em Bombinhas, ele vai para sua quinta travessia e lembra outra particularidade que precisa ser lembrada. "É preciso saber dosar também. Não adianta largar com tudo nos 100 primeiros metros e depois faltar gás. Não é igual na piscina que você pode parar, imagina no meio do mar, à noite, parado? Por isso tem que estar preparado sempre para nadar um pouco mais", lembra o nadador, que arrastou o filho Nahan, de 17 anos, para as travessias.
Além de Amarildo, Margareth e Tiago, o grupo de londrinenses ainda terá Homero Belloni (20 a 24 anos), Marina Araújo (25 a 29 anos), Sandro Takahashi (30 a 34 anos), Hélio Peralta Júnior, Alexander Nonino (categoria 40 a 44 anos) e Norberto Neto (55 a 59 anos). A largada da prova será às 20h30.


