Nadadores do Brasil só querem melhorar técnica
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quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Agência Estado 
O Brasil participa hoje das provas de saltos ornamentais e nado sincronizado no Mundial de Desportos Aquáticos, que está sendo disputado em Perth, na Austrália. O maior objetivo dos brasileiros, que nunca conquistaram medalha nessas modalidades em mundiais, é apenas aprimorar a técnica.
No salto ornamental, por exemplo, o Brasil nunca conseguiu alcançar as semifinais em mundiais. Juliana Martins, 17 anos, única representante brasileira, quer ser a primeira. Planejamos chegar às semifinais. O trampolim será uma boa experiência para quebrar o impacto da estréia, já que ela disputará outras provas, analisa a técnica Andréa Boheme.
Ontem, o russo Alexi Akatiev conquistou o primeiro ouro do Mundial, na prova de travessia dos 5.000 m em águas abertas, com o tempo de 55m18s6. O brasileiro Alexandre Angelotti terminou na 17ª colocação, com 57m25s.
Alexi superou o grande favorito, o australiano Ky Hurst, em 6 segundos. Hurst começou a treinar na raia de Hilarys Boat, local da competição, meses antes do Mundial. O australiano disparou na frente e ditou o ritmo da prova, mas foi ultrapassado por Alexi no sprint final. Em terceiro ficou o italiano Luca Baldini, com 55m37s. No feminino, a norte-americana Erica Rose conquistou o título dos 5.000 m, com 59m23s5.
Confiante em sua atuação, Alexander Popov não teme os norte-americanos nas provas dos 50 e 100 metros do Mundial. Segundo meu treinador, eles devem competir primeiro com Michael Klim (segundo no ranking ) e, se ganharem, disputarão comigo - do contrário, é melhor voltar a treinar.


